Mães

MaeMaternidade, vocábulo que em nosso vernáculo significa estado, qualidade de mãe. Mãe, mulher que deu à luz, que cria ou criou um ou mais filhos. Pessoa que dispensa cuidados maternais, que protege, que dá assistência a quem precisa.
Esses verbetes são encontrados em qualquer dicionário. Mas como definir em sentimento o que é a maternidade? O que é ser mãe? Para cada criança, jovem ou adulto, essas palavras tem um significado próprio. Próprio como o dia de amanhã, dedicado à memória dessas mulheres. Mulheres que amam incondicionalmente suas crias. Ou não?
As manchetes dos jornais, em duas semanas, trataram desse tema: maternidade. Em uma cidade do sudoeste paraense, Uruará, uma jovem matou o próprio filho. Em outro título, uma mãe cobra do possível pai um dever nato a quem praticou o ato sexual, mas parece arrepender-se.Podemos discorrer sobre o primeiro citando o exemplo mitológico de Medéia, uma mulher que não aceita o que Jasão lhe propõe – rebaixa-a de esposa a amante -, e tomada pela raiva, decide matar os próprios filhos, com o intuito de causa o máximo de dor a Jasão. Os psicanalistas chamam de Complexo de Medéia.
A jovem uruaraense criou um cenário de rapto do próprio filho. Mais tarde, policiais descobriram o corpo, já fétido, no fundo de um poço. É uma mãe que também chegou ao extremo da crueldade: matar o próprio filho. Nenhuma desculpa é aceitável.
Como também não se justifica a outra notícia: político questiona a paternidade que lhe é imputada. A hombridade do suposto pai é colocada em xeque através de um diálogo agora público. Ele também é homem público. E contradizendo a preceitos que prega, demonstra uma frieza ao justificar-se que tem outros filhos e, como tem condições financeiras, pode comprovar que vem ajudando ao rebento espúrio.
Assim, em 14 dias, duas tramas que chocam pela desumanidade com que é tratada a maternidade. Uma mãe mata o filho. O filho de outra mãe é rejeitado. Enquanto a mulher em Uruará tenta por a culpa no relacionamento que tinha, no outro caso o pai parece rejeitar o relacionamento que tinha. Duas histórias com finais diferentes. O pequeno xxx descansa com os anjos longe da mãe que não o quis. O “filho de Josy” descansa sem saber que pode ter um pai que não o quis. Uma mãe escolheu matar o filho. A outra quase mata o filho ao escolher um pai que, aparentemente, não a quis fazer mãe.
Como dissemos, amanhã, é Dia das Mães.
Filhos! Amem essas mulheres que, ao assumirem a maternidade, se tornaram pessoas que dispensam cuidados maternais, que protege, que dá assistência a quem precisa.

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