Trânsito: culpa de quem?

boate-no-posto.-Foto-Reproduçao-do-FacebookDesde o início, o homem matou o homem. Caim matou Abel. Hitler mandou matar milhões em nome de uma ideologia louca. Loucos pilotando aviões mataram em nome de um Deus. Mais nada matou e mata tanto quanto o trânsito, principalmente no Brasil. Todo o ano morre-se mais aqui do que nas grandes guerras que já aconteceram. É o homem matando o homem e a si mesmo. O instrumento utilizado vem sendo aperfeiçoado cada vez mais para garantir “conforto e segurança”. Entretanto, os índices aumentam a cada dia. Basta procurar nas manchetes dos jornais ou nos noticiários televisivos.Alguns meses atrás, um guarda de trânsito foi morto. Essa semana, policial militar atropela e, felizmente, não matou ninguém. Isso em Belém. Em nosso caso, aqui em Altamira, basta conversar com alguém na rua ou transitar pelo caótico sistema. Mas a quem culpar por tanta violência? Seria a imprudência dos condutores, a irresponsabilidade da entrega dos veículos a pessoas não habilitadas ou a inércia dos órgãos constituídos para a educação, prevenção e fiscalização no trânsito?
Creio que cada um de nós é responsável, seja de forma consciente ou inconsciente. Com a falta de tempo para a cordialidade, afetuosidade, respeito, humildade, nossos  comportamentos estão cada vez mais egoístas, negativos e nocivos. A mídia explora cada vez menos valores que antes nossos avós e pais pregavam. Prega-se a falsa verdade de que “tudo pode”. E aí, é cada um por si. A geração do “quase tudo pode, desde que seja pedido” perde vez para o “tudo pode”. Muitos pais já não sabem dizer tantos “nãos”.
Os fatos e as “fotos” estão aí. Nos bares, adolescentes bebendo. Em postos de combustíveis: gasolina e etanol, álcool e sexo. Nas boates, pancadarias e prostituição. E, depois, só observarmos  – na saída de bares, de postos, de boates -, adolescentes conduzindo carros e motos. Narcisistas ao extremo, o volume do som estoura os tímpanos dos que querem um pouco de paz. Com motos envenenadas, saem queimando o asfalto. E, de novo, é cada um por si.
Os males causados com tanta violência quase sempre são: dor, morte, sofrimento. Isso nos aspectos físico e sentimental. Trocando-se isso pela quantidade de leitos ocupados nos hospitais por acidentados no trânsito, perde-se a saúde: pública ou particular. E se somarmos a isso, o número de processos existentes na justiça, quase sempre, nem tão rápida quanto aquele carro tunado ou a moto mexida, os prejuízos são incalculáveis. E os órgãos de fiscalização, em todas as esferas, aguardam novas estatísticas, na espera de mais um feriado terminar.
Como citado anteriormente, cada um de nós é responsável. Cabe a nós mudar essa realidade. Temos que exigir mais de nossas autoridades e cobrar mais rigor e penas exemplares contra esses “suicidas” e “assassinos” de milhares de inocentes.  Devemos aprender a reeducar nossos filhos, oferecendo-lhes amor e todo o bem-estar, sobretudo, limites. Também devemos reaprender a ser mais civilizados e conscientes. Com a anarquia que reina em praticamente todos os setores e instituições, que a família seja, novamente, o exemplo de porto seguro e, principalmente, o braço que afaga, mas também que sabe punir.

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