Pará, o nosso e o da fantasia global

IMAG0027A “Vênus Platinada” valoriza e muito o Pará. Vejamos: em novela recentemente exibida, Altamira tem como transporte principal a carroça. Na que está sendo exibida atualmente, o Marajó é um lugar inatingível, onde as mulheres usam roupas folclóricas o tempo todo e a música principal é o carimbó. Uma personagem que tem as praias de rio, ao chegar em Copacabana, conhecido cartão postal, só falta enfartar. Um jornalista fica deslumbrado com um computador. Telefonia? Tá, em todo o Brasil é um problema, mas dizer que é via rádio a comunicação mais comum na ilha?Também recentemente, um programa “bem louco, meu” efetuou uma disputa que já começou com um vencedor. Bragança, nossa pérola do Caeté, contra uma cidade do sul. Lá, segundo a apresentadora que estava no local, só tem gente bonita, de pele clara e olhos azuis, enquanto Bragança, com nosso sorriso brejeiro, parece não ter encantado o país. A forma de disputa foi justa? Votos também via internet? Em um Estado que possui 13,7% dos domicílios com acesso à internet contra um que tem 38,71%, é fascinante ver a luta de Davi contra Golias que, dessa vez, tinha pele clara e olhos azuis e o teve apoio de outros gigantes irmã. Nossos irmãos brasileiros de lá fizeram uma bonita apresentação sim. Mas a nossa, ah, a nossa nos encantou e nos orgulhou.
O conhecimento disseminado sobre o Pará não termina aí. Uma pseudocelebridade que ficou enclausurada, antes de visitar nossa capital pensava “nossa, será que lá só tem índio?”. Sim, temos índios, temos jacarés, temos macacos, temos mangueiras, o cupuaçu e o açaí que tanto é apreciado por eles. Temos pessoas do sul, nordeste, sudeste e centro-oeste. Temos índios, brancos e negros e todos nascidos dessa miscigenação. Temos o brega, o calypso, o carimbó e outros ritmos tão nossos. Temos duas torcidas apaixonadas por futebol. Temos Alter-do-chão, considerado o Caribe brasileiro. Temos praias de rio com ondas e também praias banhadas pelo Atlântico. Sobretudo, temos muita, mas muita vontade mesmo é de ver o Pará brilhar que nem a estrela destacada no pavilhão nacional. Coisa que a plim-plim parece não entender.

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