Máscaras? Por quê? (Denise Alves – pedagoga)

MascaradoComo disse João Paulo II: “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. Já Carlos Drummond de Andrade disse: “A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadora”. Duas citações, dois grandes nomes, um mundial e outro brasileiro. Ambas cabem perfeitamente ao que o Brasil viu estarrecido em Vitória do Xingu, dentro de um canteiro de obras da UHE Belo Monte. Manifestantes e indígenas, alguns usando máscaras, no intuito de ocultar a própria identidade. Vergonha? Medo? Covardia? Não nos cabe buscar respostas a esses questionamentos. Quem quer o rio vivo alega não compactuar com o vandalismo. Um dos slogans de um evento realizado na comunidade em frente ao principal canteiro do projeto dizia: “ocupe”. Ok, eles têm razão. Nada foi incitado. Cobrar respeito à vida e à natureza através de banditismo é nobre? É justo? É legal? De quem é a culpa? A culpa é da tecnologia que registrou em imagens cenas de depredação, queima de arquivos e destruição de móveis. Os culpados somos nós, moradores que precisam de energia e que vivem em constante blecaute. Cobrar a ausência de políticas sociais para um povo esquecido por décadas, isso sim é justo. Mas sem atos insanos. Ou “espiritual”. O filósofo chinês Confúcio disse: “Quando uma flecha não atinge seu alvo, o arqueiro deve culpar a si mesmo e não a outra pessoa. Assim também se comporta o homem sábio”. Alguém viu esse homem?

Concordo. Quem quer protestar ou cobrar melhorias ou outra coisa do tipo, que mostre o rosto. Como diz o editorial de O Liberal de hoje: “Essas condutas são criminosas. Logo, não são criminalizáveis. Simples assim”.

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Dia dos Namorados (12 de junho)

Lovecup

Afrodite, Vênus, Ísis, Krishna, Eros, Cupido, Freia, Inanna, Oxum. Divindades representativas do amor.
Amor que pode ser de pai, de filho, de mãe, de filha, de amigo, de amiga, de namorados, de casados, de solteiros, de animalzinho de estimação. São várias as maneiras de demonstrar esse amor.
Enquanto uns celebram o sentimento, outros fazem dele desculpas para cometer suicídio ou homicídios. Um caso chocou o país pela frieza da mulher que já foi vendedora de amor, aquele amor carnal que alguns preferem pagar a conquistar. Continue Lendo “Dia dos Namorados (12 de junho)”