Um dia, uma noite

ilha-durante-dia-e-noite-c5790Um dia
    Todo dia,
Sempre ao dia,
    Dia-a-dia,
        Correria
Uma noite,
    Toda noite,
Sempre à noite,
    Noite após noite,
        Açoite
Dia, noite, noite, dia
Corre, fere, fuga, corre
Um e uma,
    Todo sempre
Sempre dia,
Sempre noite
    correria, açoite

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Venda

venda nos olhosVenda nos olhos,
Desvenda com o olhar
Verdes pastos a observar
Alva pele, alvo do olhar
Nunca uma esperança, mas uma nova lembrança.

Dia do Amigo (20 de julho)

Hoje, dia do Amigo. Os meus dois maiores e melhores e sei que únicos, estão longe. Meu pai e meu filho. Levando-se em conta o gênero, são eles. Mas no conceito, existem as amizades com as mulheres. Dentre as que considero como escudeiras e confidentes, cito a Samantha Greyci. A Sam está hospitalizada e, nós, amigos, estamos em uma corrente forte de oração que tudo dará certo. Tem a Patrícia Nogueira, comunicóloga. Tem a Renata Onofre, advogada; Neu Moraes, professora; Mildred Michele, outra advogada; Gisele Lobo… Não vou citar outras porque posso esquecer o nome de alguma. Mas essas são importantes. Mas fundamental mesmo, além da minha mãe e irmãs, está a que é o alicerce da minha família: minha esposa Denise. Mais que amiga, é companheira. A mensagem do dia de hoje começou porque eu fiz besteira mais uma vez. Eu tenho o incrível dom de deixá-la chateada quase que bimestralmente. Sou falho, sou humano. Mas amo essa mulher e as mulheres pequenas que ela me deu: Deise e Débora. Escrevo essa homenagem não no intuito de sensibilizar, mas no de exteriorizar todo meu amor e carinho a elas. E eles.

Feliz dia do Amigo.

Ela

repórterLá vem ela.
Olhos atentos, ouvidos antenados. Radar atrás da informação. Informação com qualidade.
Lá vem ela.
Atenta, antenada, informada. Fios de ébano tocando a pele de marfim.
Lá vem ela.
Alva, alvo de todos os olhares.
Lá vem ela.
Seja na aurora, seja no crepúsculo, progride na medida de seu talante, de seu talento.
Lá vem ela.
Com o dom literato, transmite tudo que acontece. Mas tem só uma coisa que não consegue colocar no papel. O que é ser mãe. Pra isso, não escreve. Sente. Somente sente. E dá todo amor que encanta a todos. Filha e mãe. Mãe e filha. Mulher.
Ela. Lá vem ela. Cristiane.

Poesia pelo aniversário da minha amiga Cristiane Prado, repórter da TV Liberal (Altamira-Pará).

A violência é democrática. A política e justiça, não! (Karina Pinto – publicitária)

imagesCenas cinematográficas transformaram a rotina da cidade, que aparentava tranquilidade no final da noite de sábado (14). Uma perseguição policial que começou no bairro de Nazaré acabou na avenida Duque de Caxias, esquina da travessa Curuzu, no bairro do Marco. O texto do jornal Diário do Pará reproduziu o medo que paraenses, turistas e acreditem, autoridades sentem ao sair de casa em Belém.
Ouvir isso não só assusta como revolta.  Ao ver na TV, jovens, que perderam o fio da meada, ameaçando pessoas sem nenhum motivo, não é só revoltante, é aterrorizador. Enquanto vemos a arma empunhada por alguém que mal chegou a maior idade, ouvimos homens e mulheres dizendo “mata ele, atira logo nesse vagabundo”, ouvimos também os gritos da vítima “não atira, pelo amor de Deus”. O que pensar nessa hora? O que fazer diante de uma situação onde tudo, inclusive a morte, pode acontecer? Continue Lendo “A violência é democrática. A política e justiça, não! (Karina Pinto – publicitária)”

Sabe com quem está falando?

arrogancia“Ei, sabe com quem você está falando?”. A narcisística frase já foi empregada milhares de vezes por pessoas que se julgam superiores às demais, seja em virtude do cargo ocupado ou do sobrenome familiar. Ver rapazes e moças que se escondem sob a égide familiar após cometerem infrações ou crimes já se tornou comum no noticiário. São homens e mulheres que avaliam as pessoas como se estivessem em um pedestal de ouro, lapidado com o mais puro egocentrismo. São juízes de valores que abalroam a simplicidade e despeitam o status quo. Agora, uma desembargadora chamou um PM de “policialzinho” após a filha se negar a fazer o etilômetro (bafômetro). É necessário, então, se compreender que ser polido não tem haver com títulos concedidos ou diplomas de nível superior. Tem tempo que ser “doutor” nos dias atuais tem relação com marca de carro ou roupa. Algumas características como autocontrole, discrição e, sobretudo, equilíbrio emocional que deveriam ser próprias de ditos cidadãos de bem são esquecidas. Dizer que é uma palhaçada ou arbitrariedade um teste que pode definir se alguém está em condições de dirigir, isso sim, é uma palhaçada. Ou então vamos retroceder ainda mais que algumas leis já antiquadas.

O maior brasileiro?

brasilAmo meu país e a cultura brasileira. E amo, sobretudo, essa linda senhora chamada democracia. Afinal, como explicar encontrarmos em um mesmo Top 100, uma mulher que sofreu muito na mão de um bruto até o caso dela virar nome de uma lei que ampara vítimas de violência física e um cantor que tem no refrão da música de maior sucesso (que não é dele, segundo reclamam) a poesia “nossa, nossa, assim você me mata”. Termos escritores como Machado de Assis, considerado o maior nome da literatura nacional,  ou Jorge Amado, que dispensa apresentação, figurando com o príncipe Amado Batista ou o palhaço, digo deputado, Tiririca. É, pior do que tá, não fica. A ideia de selecionar o maior brasileiro é interessante, mas quais os critérios? Fã-clube vota em cantora baiana, adeptos do MMA votam em lutador. Continue Lendo “O maior brasileiro?”

Onde desaprendemos a ser nós mesmos? (Karina Pinto – publicitária)

violencia-infantilAo ler uma matéria que fala sobre a condenação de um pai a dois anos e três meses de prisão por ter dado cintadas em sua filha de 10 anos, fiquei com uma pulga atrás da orelha. Afinal, de quem é a responsabilidade de educar os filhos?
Pergunto isso, por que recentemente li outro absurdo, um pai invadindo uma escola para agredir uma menina de sete anos, por que ela teria agredido sua filha também criança. Ora! quando era pequena, e por algum motivo brigasse na rua, o que fatalmente aconteceria em casa, seria uma boa lição de moral, castigo e reunião de pais na escola. Hoje, anos depois (penso eu que evoluídos), o pai tenta educar o filho do outro? como assim? Continue Lendo “Onde desaprendemos a ser nós mesmos? (Karina Pinto – publicitária)”

O Marajó que ninguém conhece (Karina Pinto – publicitária)

Marajo-camposAlém de ter índices que se aproximam do pior IDH do país, a Ilha do Marajó, apesar de bela, mística, encantadora e ótima opção para o turismo, tem outras particularidades que a prejudicam ainda mais. Sem investimentos em educação, a região sofre com a pouca instrução da população e proliferação de mal-intencionados políticos que visivelmente não almejam melhorias a não ser ao próprio bolso.
Um péssimo exemplo é o próprio índice de desenvolvimento humano (IDH), não há políticas públicas municipais de qualidade para a educação, saúde ou geração de emprego. Sem criatividade, gestores não apostam em profissionais qualificados nem em ideias renovadoras e baratas que poderiam transformar a região no polo turístico de maior atração do Estado. Continue Lendo “O Marajó que ninguém conhece (Karina Pinto – publicitária)”