Onde desaprendemos a ser nós mesmos? (Karina Pinto – publicitária)

violencia-infantilAo ler uma matéria que fala sobre a condenação de um pai a dois anos e três meses de prisão por ter dado cintadas em sua filha de 10 anos, fiquei com uma pulga atrás da orelha. Afinal, de quem é a responsabilidade de educar os filhos?
Pergunto isso, por que recentemente li outro absurdo, um pai invadindo uma escola para agredir uma menina de sete anos, por que ela teria agredido sua filha também criança. Ora! quando era pequena, e por algum motivo brigasse na rua, o que fatalmente aconteceria em casa, seria uma boa lição de moral, castigo e reunião de pais na escola. Hoje, anos depois (penso eu que evoluídos), o pai tenta educar o filho do outro? como assim?Uma linha muito perigosa separa a autoridade dos pais em criar e a do Estado em coibir e fiscalizar exageros. É bom ficar esperto já que a legislação protege o menor e criminalizar o agressor, mas não dá apoio a esse mesmo menor e a essa mesma família, quando ele – o menor -, ultrapassa os limites do aceitável e comete atos infracionais. Fica a dúvida então: Educar em casa, mesmo que com algumas cintadas, é crime?, ou a tentativa desesperada de um pai em mostrar que limites existem e que os filhos precisam aprender o mais cedo possível?
Entendo eu que a escola, a igreja, e qualquer outra instituição fora do âmbito familiar tem apenas uma papel em nossas vidas, nos preparar de forma ética e moral para as ruas. Ruas estas que costumam cobrar caro pelos erros cometidos. Veja como são as relações no trabalho, na própria escola, universidades.
Com tanta atribulação, mães e pais trabalhando mais e mais para conseguir dar o melhor a seus filhos, ou simplesmente conseguir alimentá-los, ficamos sem tempo. Tempo para conversar, para assistir TV todos juntos (hoje a uma TV em cada cômodo da casa), jantar com a família reunida, reunião de pais (quando foi a última que participou?), essa falta de interação, me parece, tem feito muito mal a sociedade.
Com amigos virtuais, o homem tem desaprendido a interagir, não sabe lidar com a rejeição, com o não, o outro tem sempre que ser como nas redes sociais, ser perfeito. Quando não o é, ficamos irritados, agressivos, aborrecidos. É nesse momento que saimos de casa, vamos até a escola e agredimos o filho de uma outra pessoa por que ele simplesmente foi criança (como nós antigamente) e brigou com um coleguinha.

Texto interessante da amiga Karina Pinto, publicado no Diário do Pará. Realmente, temos que procurar saber onde foi que desamprendemos. Todos? Não! Mas boa parte dos pais. Recentemente, em Belém, em uma escola tradicional, um homem que se diz “pai” agrediu uma criança. Até quando?

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