A lei e o “Você sabe com quem está falando?” (Karina Pinto – publicitária)

transitoAfinal, para quem foi criada a lei seca? Pergunto por que diante dos inúmeros vexames de personalidades, incluindo uma atriz paraense, nas blitz por todo o país, vejo que só quem não conhece ninguém e não tem seu nome gravado na calçada da “fama” é que precisa passar por esse “constrangimento”.
Mas será que é mesmo um constrangimento assumir que bebeu e pegou no volante? Aqui no Brasil, diferentemente de vários países ao redor do mundo, dirigir alcoolizado é proibido, pena ainda não ser crime inafiançável já que os números aterrorizantes de mortes no trânsito nas estradas brasileiras mostram bem o que a mistura bebida-direção-sono faz com famílias inteiras.
Assim que foi criada, a lei reduziu e muito o número de acidentes em que o álcool era o grande vilão. Mas bastou a blitz começar a incomodar quem não deveria, para a coisa mudar de figura. Agora, fazer o teste de dosagem alcóolica é constrangedor, ofende a pessoa humana. Mas e o corpo estendido no chão a espera do IML, isso não ofende? E os carros retorcidos com pessoas ainda dentro, isso não ofende? Até ofende, mas ofende quem não tem nome, quem não está na calçada da fama.É impossível esquecer o dia em que dois carros esmagaram uma Kombi conduzida por um pai de família que se dirigia ao trabalho em São Paulo. A cena arrepia os cabelos daqueles até dos mais ávidos por filmes de terror. Ou o que dizer da imagem gravada por policiais rodoviários de um agente federal completamente embriagado tentando impedir o trabalho com o peito cheio por ser um agente federal?
Nada, porém, incomoda mais do que assistir aos astros da TV, aos formadores de opinião se negarem a assumir seus erros. Jovens como a mocinha traída repetidamente no horário nobre, ou o ator que interpreta o amante da vilã que manda menininhas para o lixão. Eles, como outros colegas, vivem às voltas com campanhas educativas, dizendo o que é certo, o que é errado, “Não usem drogas. Respeitem a vida. Doe sangue”, essa última realmente merece atenção.
O brasileiro, ator ou não, agente federal ou não, desembargador ou não, precisa aprender que lei não se discute, cumpre-se, e se isso não for o bastante, pare e pense: Se você bebeu e vai dirigir, o que irá impedir que outra pessoa faça a mesma coisa. No final, todos acabam na mesma rua, nos mesmos cruzamentos, correndo os mesmos perigos. É nesse momento que fazer diferente poderá fazer toda a diferença.
Veja lista com algumas “personalidades” que beberam e pegaram o volante, mas tentaram dar um jeitinho.

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