Café com gosto de laranja (Karina Pinto – publicitária)

Começo a comer, a sensação é a melhor possível, até que uma das mocinhas resolve fazer um suco de laranja. Até ai tudo bem, não fosse o fato de elas insistirem em fazer o trabalho ao mesmo tempo que contam como foi a festa de ontem, a briga do casal, e o namorado que brigou com a vizinha por causa de traição. Resultado, uma chuva de laranja, duas pessoas molhadas, um café estragado, um olhar revoltado e uma mocinha com um pano de chão olhando como se nada tivesse acontecido: “Pega, limpa ai”.

Blog da Karina: Café com gosto de laranja.

É, Karina, nosso clima TROPICAL esquenta a mente das pessoas. Vale lembrar que já vivi (e quem não viveu?) situação semelhante ou pior em relação ao atendimento nos restaurantes, lanchonetes, bares e similares aqui em Altamira? Valha-nos quem?
Recentemente, passei por situação QUASE do mesmo tipo, mas que deixou uma péssima impressão de uma franquia de pizza que se instalou aqui na cidade. Quem não leu, segue link: Não acabou em pizza.

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O perigo de uma única história

Profissão? Repórter! Sim, repórter mesmo. O charme da profissão ainda existe? Sim, existe mesmo. Mas não é o mesmo de anos atrás. Ou é?
Vocês já viram a palestra, em vídeo, da escritora nigeriana Chimamanda Adichie? Ela trata de poder e estereótipos e, como o nome indica, sobre o perigo de uma única história. Não que seja mentira, mas elas se tornam incompletas.
Insistir somente em histórias negativas é superficializar e negligenciar outras. Aprendi que o jornalista tem que ouvir os dois lados, mas acredito em mais. Devemos tentar ouvir todos os lados.
O que vimos esta semana, naquela emissora que se acha dona da expertise em comunicação, foi o reflexo de não se atentar a duas premissas: repórter e os lados da matéria. Mostrar a linda Altamira – sim, linda! -, do jeito que foi exibido não foi totalmente correto e, principalmente, aceito por nós, moradores nascidos ou não aqui na cidade. Pontuar aspectos que causaram pânico (sim!) nos parentes de trabalhadores daqui não foi mostrar a realidade. Falar de coisas que existem, não só aqui, como se fosse “típico” dessa região, foi deprimente, triste. Continue Lendo “O perigo de uma única história”

O quarto poder? (Karina Pinto – publicitária)

“A regra, parece-me, sonhada por esses nobres conhecedores do direito à informação e da liberdade de expressão, seria algo como: “Não gostei do que você escreveu, apague!”. Bizarro, mas é o que vem acontecendo Brasil à fora. Muitos foram os casos, Décio no Maranhão, Paulo Henrique Amorim em São Paulo, Franssinete Florenzano em Belém, Luiz Flávio Pinto e mais recentemente, nosso colega Valdecir Mecca, em Uruará”.

Blog da Karina: O quarto poder ?.

Texto copiado do blog da publicitária Karina Pinto repudia a censura imposta recentemente a um blogueiro de Uruará. Ela lembra de casos semelhantes. Opinião publicada no Diário do Pará.

Máscaras? Por quê? (parte 2) (Denise Alves – pedagoga)

ImagemA barbárie voltou. Depois de quase cinco meses, vândalos destroem instalações dentro de um canteiro da usina Belo Monte. Ativistas, ambientalistas e índios invadiram em junho o sítio Belo Monte e promoveram quebra-quebra. Agora, mascarados vestidos de operários (ou é o inverso?) destroem instalações, queimam veículos e furtam objetos. Até quando? A frase que usei em junho foi “A violência destrói o que ela pretende defender a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. Insatisfeito com o trabalho? Procura outro. Tá difícil? Corre atrás, qualifique-se, aja. Mas agir com banditismo – tem outra palavra pra isso? -, para conseguir melhorias é como o ladrão que rouba porque tem filhos com fome. Não! Não justifica. O diálogo é sempre mais prudente e sábio. De novo, atos insanos, dessa vez, nada “espiritual”. Se impedir o crescimento energético e, consequentemente, econômico do país com a alegação que essas obram sobrepujam questões sociais, é o estopim para o vandalismo, o que dizer de um povo que aguarda a copa do mundo caso os estádios não fiquem prontos em tempo hábil? Apagão energético e esportivo!