In memoriam: À minha amiga Samantha (*29/08/1976 +06/12/2012)

Tento buscar quando foi que nos conhecemos. O local, eu recordo. O dia… Bem, aí é forçar demais, mas não preciso de tanto. Parece que nos conhecemos a vida inteira. Foi na mesma boate em que você disse “você me confundiu” e  “me ajuda, Ede”.
Nossas idas aos videokês, febre de uma época. “Negue” ou qualquer uma do Raça Negra. Também vivíamos na A Pororoca, Mormaço, Solamar, Veneza, Go!, Reduto, Pavan, Homobono e tantos outros locais. Só nós dois ou sempre com amigos.
Lembro das manhãs, parados no cruzamento ou então tomando café lá na “tia” da antiga Primeiro de Dezembro, em frente à garagem da Transbrasiliana. Ou então a “sorte” de perder a chave dentro d’água em Mosqueiro e você pisar bem em cima dela.
As ligações de madrugada só para um acordar ao outro: “’tá’ dormindo?”. “O que você acha às 3h da manhã?”.
O ombro amigo… Bem, esse sempre foi presente, independente do lugar, da hora, da companhia. Quantas vezes choramos e rimos juntos? Vou ficar me “sequelando”? Não! Agora sei que você viveu, amou, chorou, riu… intensamente. Te ver de “vaquinha”, como da última vez, me fez rir também. Me deu esperança e me acalentou.
A vida passou e nos afastamos. Vim embora. Você ficou. Agora eu fico e você está indo.
Na verdade, você só se adiantou. Egoísta! Como pode nos deixar assim? Não, você não é egoísta. Você está certa. A única certeza que devemos ter é que um dia partiremos. E nossas pessoas próximas também. Mas isso não é motivo para deixar de viver ou de gostar de alguém. A viagem que nos separa não é eterna. Deus tem planos para nós e para nosso reencontro.
Sabe do que todos gostavam em você?
O calor do teu toque, mesmo sem abraço. A alegria no teu sorriso, mesmo sem gargalhada. A paz na tua voz, mesmo no silêncio. Seu sorriso está em nossas lembranças e a saudade em nossos corações.
Enquanto irmã, excelente conselheira. Enquanto filha, nossa segunda mãe. Enquanto amante, a mais querida. Enquanto amiga, sincera amizade. Você marcou muito a vida daqueles que direta ou indiretamente faziam parte do seu círculo de amizades: filha amada, irmã querida, tia afável e amiga de todas as horas.
Você fez uma grande viagem deixando um enorme vazio no coração das pessoas que a amaram. Por um tempo, não te verei, te abraçarei, nem te beijarei. Mas eu te amo. E sei que vamos nos ver novamente. Sua moleca!

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