Tragédia anunciada choca o Brasil

Imagem“Pai, posso sair?” perguntou o jovem ao Sr. Eduardo (nome fictício). “Não meu filho, fique em casa hoje”, respondeu o pai.
Esse pode ter sido um diálogo travado na noite deste sábado. Ou não, mas que em algum lugar do Brasil, em algum dia, já foi ouvido. Ninguém sabe o futuro ou espera o pior. Lembro que sempre me disseram que a ordem natural da vida é o filho enterrar os pais, não o contrário.
A morte de crianças por causa de um covarde nos EUA, recentemente, trouxe à tona, novamente, a discussão sobre o uso de armas em território americano. Estavam todas estudando, brincando. Ontem, em um dia que será lembrado por décadas e décadas não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil, jovens estavam brincando na cidade em que escolheram estudar. Continue Lendo “Tragédia anunciada choca o Brasil”

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Violência banalizada

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As imagens das “aulas” praticadas em um curso de karatê já correm o Brasil e o mundo. Ainda espanta em todos nós o fato do assassino confesso de ex-companheira sair pela porta da frente de uma delegacia para responder em liberdade. Nos revolta ver adolescentes cometerem arrastões – quando não homicídios -, e nada ser feito. Sem contar ver valores familiares trocados pelo financeiro. Só isso para explicar um filho matar o pai, a tia e a prima. Já não se teme mais à morte. Para muitos, a vida deixou de ser vivida para ser temida. Ninguém parece estar salvo. Até a ouvidoria da secretaria de segurança pública sentiu isso. Os dados mostram, a televisão exibe, as famílias choram. Enquanto isso, mães dão à luz em corredores de hospitais, idosos são espancados, animais maltratados, pais de família assassinados. Todo mundo escreve, todo mundo comenta, mas boa parte dos políticos parece não conhecer nosso código penal. Urge uma mudança radical. Quando? Quem sabe depois da Copa fica melhor e mais bonito, não é? Valha-nos quem?