O amor e o ódio que movem os torcedores

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Nunca fui a um estádio de futebol assistir partida do meu Paysandu. Medo? Falta de oportunidade? Nem sei. Agora é mais difícil, morando longe de Belém.
Por que então torcer pelo time bicolor? Influência do pai, amigos ou simplesmente uma paixão ao ver, ainda em 91, o bicho-papão ser campeão brasileiro? Por que não ser fã do clube azulino? Não recordo e nem quero justificar aqui.
O que me deixa intrigado é o fanatismo que esses dois times provocam em seus torcedores. Grandes nomes ou ídolos da “redondinha” são poucos. Investimentos nas categorias de base, idem. Reforço na infraestrutura de seus estádios, nem se fala. Continue Lendo “O amor e o ódio que movem os torcedores”

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O ano só está começando…

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Vai ano, entra ano e parece que temos um calendário “oficial” de alguns acontecimentos. Começa com o réveillon e a queima de dinheiro fogos. Depois, no RJ e em outros Estados, chuva, desmoronamento e mortes. As autoridades correm como barata tonta, mas não podem xingar como naquele velho aplicativo. Quem ousa, acaba no Youtube.
Fevereiro e o carnaval. Em Belém, como a gente diz “toma-lhe” água e ruas e avenidas alagadas. Mudaram de águas de março para águas do bimestre, trimestre. Bom, chuva em Belém é todo dia mesmo. De novo, autoridades ficam mais “avoadas” que mosquito em nuvem de inseticida.
No Nordeste, a seca. Ponto.
Na política, todo mundo reclama de fulano, ciclano e beltrano. Ano passado, na eleição, o povo votou nas mesmas pessoas.
Mais próximo de mim, a chuva atrapalha a vida de quem precisa passar pela Transamazônica.
A lista prossegue. Celebridade “A” trocou “B” pra ficar com “C”, ex-mulher de “D”.
A vênus platinada insiste em mais um BBB. Continue Lendo “O ano só está começando…”

Carnaval exemplar

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Foto: Mágno Rabelo

Recentemente escrevi sobre o carnaval e seus exageros. Agora, volto ao tema para parabenizar o ineditismo do projeto para a folia em Altamira, este ano.
Sou Relações Públicas por formação, mas já trabalhei como repórter de TV. Apesar de poucos profissionais graduados na área da comunicação social, o esforço que repórteres, editores, cinegrafistas e todos que fazem o noticiário local – com contratempos, corre corre, chuva e sol, dia e noite, – foi reconhecido pela administração municipal.
A instalação de um camarote para a imprensa dentro do corredor da folia é algo louvável. Oferecer conforto a essas pessoas pode garantir que toda reportagem seja com segurança.
Por falar em segurança, a estrutura terceirizada também se destina a promover uma festa sem atropelos ou cenas como mostradas ano passado. Cabe a nós termos a consciência de não exceder o permitido e denunciar quem faz o proibido. Quem sabe, assim, a Folia realmente seja bastante Alta e ecoe pelo Pará como uma das melhores do Estado.

Pão e circo de novo?

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jovemnota10sp.wordpress.com

Há algum tempo, assisti ao seriado Roma, produzido por um famoso canal americano. A série, como o nome mostra, mostrava as (arti)manhas dos políticos da época, intercaladas no dia-a-dia de dois amigos militares que andavam entre anônimos e ilustres personagens históricos. Opa… Roma? Políticos? Ilustres personagens históricos? Muito longe e cinematográfico. Vamos falar de algo mais concreto.
Há algum tempo, assistíamos nas emissoras brasileiras, as arti(manhas) de ilustres políticos, intercaladas com a violência exacerbada contra idosos, crianças, mulheres, trabalhadores. Anônimos ou também ilustres. A diferença entre a série e o nosso país é justamente essa. Uma foi feita para entreter. A outra? Bem, essa todo dia nós tentamos descobrir onde está o erro.
Em novela da emissora que quer ser global, o tráfico de mulheres é discutido ao mesmo tempo em que são exibidos os atributos de belas atrizes. Relembrando a série, são duas mulheres as grandes personagens que destilam intrigas. Lá vamos nós fazer a aproximação da ficção com a realidade. Duas mulheres despontaram nos últimos anos. Uma, amante e peladona de revista disse tudo. Outra, amiga e mais discreta. Nada diz, mesmo sabendo de tudo. Ou não?
Roma de lá, como o Brasil de cá, não difere muito. Políticos, mulheres, poder, intrigas, corrupção. E o povão sem se dá conta, vivendo de pão. De circo, aqui, as arenas (oficiais) são proibidas. Mas temos o carnaval, depois a copa das Confederações…

Mais um BBB…

Ao ler postagem de uma amiga, lembrei desse texto que estava “quase” esquecido. Foi feito ano passado (2012), na estreia da 12ª edição do programa. Acho que não precisa de atualização.

bbb
Fonte: sabetudo.net

“Salve, salve…” Mais um BBB. O décimo segundo. 2012 começou bem… Pra eles? Pra quem?
Enquanto os noticiários mostram as enchentes no sudeste, com famílias perdendo tudo, mas principalmente o direito a um lar; enquanto pais e filhos enterram pais e filhos; enquanto políticos discutem quais critérios usar para investir na prevenção de acidentes que não são a primeira vez que acontece… O Brasil para pra ver mais um BBB.
São 12, melhor, 16 brasileiros que sonham com o prêmio máximo do programa, do reality show acompanhado por milhões de outros sonhadores. O apresentador, jornalista veterano da TV brasileira, os chama de corajosos. Quem perde tudo e (sobre)vive com um salário mínimo, enfrentando a violência que assola todas as cidades… Esses são o quê?
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O carnaval do Carnaval e o excesso do prazer

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Lembro-me do primeiro período do curso de Direito. Durante uma das aulas de… de… (ô memória!) Sociologia, tivemos contato com o livro O que faz o brasil, Brasil?, do antropólogo Roberto DaMatta. Perdoem-me os eruditos, mas não conhecia o livro nem o autor.
Nada mais adequado para comentar os próximos dias que um dos capítulos desse livro. DaMatta diz, em um dos trechos que, “o carnaval é definido como “liberdade” e como possibilidade de viver uma ausência fantasiosa e utópica de miséria, trabalho, obrigações, pecado e deveres. Numa palavra, trata-se de um momento onde se pode deixar de viver a vida como fardo e castigo”.
Pronto. Simples e direto, apesar de discordar com a premissa de a vida ser um fardo e castigo.
Mas é nessa festividade momesca e momentânea que milhões de brasileiros (e turistas) caem na farra solta. Opa, é uma festa popular, conclamam os que apoiam o consumismo desenfreado de álcool e dos abadás. Está bem, pode ser exagero meu. “É, no fundo, a oportunidade de fazer tudo ao contrário”, afirma o antropólogo. Continue Lendo “O carnaval do Carnaval e o excesso do prazer”