O amor e o ódio que movem os torcedores

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Nunca fui a um estádio de futebol assistir partida do meu Paysandu. Medo? Falta de oportunidade? Nem sei. Agora é mais difícil, morando longe de Belém.
Por que então torcer pelo time bicolor? Influência do pai, amigos ou simplesmente uma paixão ao ver, ainda em 91, o bicho-papão ser campeão brasileiro? Por que não ser fã do clube azulino? Não recordo e nem quero justificar aqui.
O que me deixa intrigado é o fanatismo que esses dois times provocam em seus torcedores. Grandes nomes ou ídolos da “redondinha” são poucos. Investimentos nas categorias de base, idem. Reforço na infraestrutura de seus estádios, nem se fala.Então o que leva milhares de pessoas ao Re x Pa? Um Estado que tem duas torcidas que não deixam a desejar a nenhum quando se compara a receita nas bilheterias. Olha que nem jogos da Copa do Mundo teremos aqui. Mesmo assim, o que define bicolores e azulinos a comparecerem em massa?
Penso em duas respostas simples: amor. Amor ao time. Amor à família (quando se leva esposa e filhos). Amor ao esporte que reúne multidões no mundo inteiro. Essa é a resposta mais utópica (ou real) que consigo encontrar. É nessa que eu acredito.
A outra resposta é mais dura e crítica. Ódio. Ódio ao ser humano e à própria vida. Só isso para explicar a atitude de marginais travestidos de torcedores. Bandidos que acham que “ser macho” é jogar pedra em ônibus ou agredir quem torce pelo time rival. Ódio às normas ditas “civilizadas”.
As imagens que circularam e ainda são exibidas mostraram o último embate.
Re x Pa é sempre assim: amor x ódio. Esperamos que no próximo confronto (em campo) o amor ganhe essa partida (nas arquibancadas e nas ruas). Caso contrário, JUSTIÇA neles, não é Tribunal?

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Um comentário

  1. Independente de paixão pelo time – e não falo aqui de RExPA – falo de qualquer time brasileiro e suas torcidas apaixonadas (vide Flamengo, Corinthians, Fluminense…no Sul vi rivalidade tão inflamada quanto aqui no Norte, com as torcidas do Coxa Branca e Atlético Paranaense – era de dar medo sair de casa) – o que ocorre é que, de um lado está aquele torcedor orgulhoso e amante do seu time, disposto a ir ao estádio assistir um bom embate futebolístico e de outro está o fanatismo, que leva o ser humano estúpido aos delírios extremos de violência.

    Questiono agora sobre as leis desportivas. Será que não deveria haver mais rigor nos estádios? Multas mais severas aos times com torcidas organizadas que chegam a atitudes extremistas, dentro e fora do campo, pondo em risco vidas de torcedores pacíficos? E multas ao torcedor ou grupos de torcedores infratores? Penalidades severas para manter um bom espetáculo.

    A coisa vai mais além das definições de amor, paixão e ódio, amigo.

    Abração.

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