Virgem de Nazaré, proteja nossas crianças

http://ministeriodeevangelismoinfantil.blogspot.com.br/Em Altamira, no sudoeste paraense, mataram mais um adolescente, mas velho conhecido na cidade e das autoridades policiais. O “sombra do demônio”, apelido que ganhou por praticar furtos e roubos à noite, foi alvejado com três tiros. Vingança de alguém que ele furtou? Rixa entre bandidos? Falta de oportunidades na vida? Família desestruturada? Ausência do Poder Judiciário? Omissão do conselho tutelar? A droga o consumiu e, por causa dela, morreu? São várias perguntas para o início e meio, porém, uma verdade prevalece: outros “sombras” já existem e hão de existir, emergindo das sombras de dia ou de noite. Nas redes sociais, alguns vibravam. Muitos falaram que é “menos um” para assustar mulheres e crianças na cidade. Outros questionavam o que cada um tem feito para mudar a triste realidade das crianças e adolescentes que vivem à margem dos bons valores sociais. Enquanto isso, a mídia continua a expor a fragilidade do “sistema”. Dias atrás, adolescentes fizeram reféns doze pessoas na capital do Estado. Em outro assalto, um com 14 anos e outro de 16 tentaram roubar uma loja de calçados, em Marituba. Seja na região metropolitana de Belém ou no interior, questionamos: até quando? A proximidade de três datas comemorativas parece cada vez mais ter ligação entre elas: Dia das Crianças (infância), Dia do Professor (educação) e, para os paraenses católicos, o Círio de Nazaré (religião). Assuntos exaustivamente discutidos em fóruns, artigos e veículos de comunicação. O ECA, a LDB e a Bíblia possuem algumas respostas, mas nem sempre são consultados. Alunos vivendo em clima de guerra e professores sendo desrespeitados. Cadê a figura do “mestre querido”? Com os dias 12, 13 e 15 se aproximando, o que nós temos feito? O que podemos esperar? Ó, Virgem, olhai por nós e atendei nossas preces. Que Nossa Senhora de Nazaré abençoe todos os professores e proteja nossas crianças. Amém.

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n°GargalO: Prostituição, por Gabriel Novis Neves

Lástima que apenas os poetas e uns poucos privilegiados entendam, por exemplo, a mensagem  do  inesquecível Vinicius de Moraes, que através de um belo verso simboliza todo o imenso vazio da humanidade: “Você que só ganha pra juntar, o que é que há, diz pra mim, o que é que há?

n°GargalO: Prostituição, por Gabriel Novis Neves.

Essa palavra nos lembra do comércio de corpos e da profissão mais antiga do mundo.
Esquecemo-nos, entretanto, que a prostituição é muito mais que isso.
Ela abrange toda e qualquer atividade a que nos entregamos apenas por dinheiro.
Não seria, por exemplo, prostituta, aquela mulher que há muitos anos mantém uma relação marital com alguém que não mais ama, apenas por segurança econômica e preservação de seu patrimônio?
E aquele indivíduo que apenas por amor às cifras  vultosas recebidas vende a própria consciência em transações escusas?
E aquela pessoa que passa a vida odiando a profissão que exerce apenas em função dos lucros daí auferidos?
Normalmente, não paramos para pensar nos grandes malefícios que advém dessas condutas doentias.
O processo da educação não costuma passar pela cultura do prazer, e sim, pela cultura do sucesso.
Não nos habituamos a estimular os nossos descendentes a se entregarem na vida ao que mais lhes agradam, mas ao que lhes trará maiores sucessos econômicos.
A nossa preocupação não está vinculada à satisfação pessoal, ao contrário, isso é o que menos conta.
Daí, tantos adultos frustrados e doentes ao perceberem suas vidas pautadas apenas por sucessos financeiros, que se mostram precários como fontes de realização e felicidade.
Isso é evidente em casos de jovens encantados  com música, dança ou pintura e que desde cedo foram desestimulados por seus progenitores, por não considerarem atividades artísticas rendosas.
Realmente, a distorção provocada pelo sistema começa muito cedo.
Parece que lentamente estamos trilhando caminhos melhores, uma vez que já começamos a ver em várias partes do mundo a utilização de testes vocacionais, fundamentais na busca de reais talentos.
Sem prazer, não existe possibilidade de trabalho produtivo enriquecedor para o indivíduo e, muito menos, para a sociedade como um todo.
Vemos com frequência, entre os  amealhadores de grandes fortunas, muita depressão. O sucesso estabelecido, normalmente, é inversamente proporcional ao bem estar e ao equilíbrio emocional.
Lástima que apenas os poetas e uns poucos privilegiados entendam, por exemplo, a mensagem  do  inesquecível Vinicius de Moraes, que através de um belo verso simboliza todo o imenso vazio da humanidade: “Você que só ganha pra juntar, o que é que há, diz pra mim, o que é que há?”.
Talvez, por essa percepção subliminar, as prostitutas sejam tão descriminadas, uma vez que elas ostentam abertamente a conduta que toda uma sociedade costuma praticar sem assumir.
Pensemos nisso.

Todo dia é dia do dia de ser dia de algo, por Marli Gonçalves

“Os dias têm de tudo. É onde tudo pode acontecer, inclusive ser o dia das coisas mais estapafúrdias que você possa imaginar, se é que a nossa vã imaginação pode alcançar tantas datas criadas para alguém, de alguma forma, lucrar, nem que seja ganhando uma oração ou uma citação daquelas edificantes e bem chatas nas redes sociais. A esta altura você já perdeu algumas datas, mas só agora em outubro há previsão de 174 festejos, entre eles Dia do Nordestino, do Carteiro, do Poeta, da Economia e…da Poupança! Divirta-se no da Criança, e reze para Nossa Senhora proteger os professores”.

ARTIGO – Todo dia é dia do dia de ser dia de algo, por Marli Gonçalves.

Tem dia oficial, dia extraoficial, dia nacional e internacional, dias das categorias profissionais e de incentivar que muita gente faça alguma coisa pró, tipo Dia Internacional pela Prevenção das Catástrofes Naturais (7) ou Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra (27). Ah, também há semanas comemorativas! Só aqui no Brasil, pelo que vi, são 11 a cada ano. O engraçado é que poucos assuntos têm a ver mesmo com a data em si. Sabia que isso tudo tem muito a ver com política? Na verdade com a inoperância e fisiologismo que existe especialmente nas câmaras municipais. Mas também existem as datas forjadas na indústria das assembleias estaduais e esferas federais.
Mais perto de nós estão – ou deveriam estar, já que a maior parte prefere se atarracar no saco do mandante prefeito da ocasião – os legisladores municipais, os vereadores. Confesso que até já passou pela minha cabeça a ideia de me candidatar a vereadora, uma vez que tenho especial apreço aqui por essa cidade de São Paulo, onde nasci e vivo. Vivo inclusive vendo um monte de coisas que deveriam ser consertadas.
Desisto cada vez que vejo o agrupamento dos eleitos, a grande maioria fisiológica e sem qualquer compromisso com a cidade ou com ética ou com qualquer coisa levemente parecida com isso. Acho que ser vereador deveria ser um dos cargos políticos mais importantes e funcionar em prol dos cidadãos. Mas nessa Casa do Povo as conversas sempre são mais embaixo.
Lembrei deles porque é ali naquele plenário que, quando aparecem, votam: as tais datas, nomes de ruas e estapafurdices, como uma que expeliram essa semana, proibindo a venda de patês foie gras(fígado gordo de aves) na cidade de São Paulo. Tá bom:faço uma pausa para você aí que ficou boquiaberto e depois teve uma crise de riso – a minha reação, nervosa, porque dá vontade de fazer isso mesmo, e dizer umas poucas e boas palavras impublicáveis.
São esses mesmos os que passam o dia decidindo em seus gabinetes qual graça vão inventar, para aparecer, sumir, ou digamos, como diria o vesgulho Jânio, se locupletar. Tem um que inventou um projeto para dar dinheiro, 70 mil, para criação de algum veículo de imprensa “livre”, mas que será escolhido por uma comissão de representantes dos movimentos sociais. Libérrimo, livríssimo, probabilíssimo, singularíssimo e vaníssimo, para esgotar meus superlativos. Claro que o “gênio” do bilboquet é do PT, o partido que mais reúne essas ideias com o meu, o seu, o nosso dinheiro.
Mas eles não param por aí. E agora, além de inventar essas sandices, pretendem aumentar ainda mais o que não entregam em serviços. O IPTU do pedaço pode subir até 30%.
Fomos às ruas pelos malditos 20 centavos, o álibi que agora esses caras pálidas usam para justificar outros aumentos que, em escala, tornarão nossa vida cada dia mais difícil e árdua. Nada mais tem lógica? É uma estupidez atrás de outra. Dia após dia.
E aí, vai encarar? Vai calar? Porque a gente não cria logo um Dia do Protesto? Não é para fazer protestos todo dia, entenda bem, que esses que vêm ocorrendo já estão virando perigosa chacota.
Se todo dia é dia de reclamar de tanta coisa errada acontecendo, ainda piora porque aqui nesta cidade grande ainda tem mais essa: não dá mais para sair e voltar para casa sem se aborrecer. Todo dia é dia de rosnar com alguém ou alguma coisa.
Durma-se nuns feriados desses!

12 de outubro: o que celebrar? (parte I)

http://www.politicanarede.com.br/solta-o-verbo/dia-das-criancas-procon-baiano-e-ibametro-vao-as-ruas-2/Não estamos longe da celebração de mais um dia das crianças, a data dedicada aos pequeninos (e de muita felicidade para lojistas). Dias atrás, um relatório da ONU revelou que a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 75% em pouco mais de 20 anos. Ponto pra nós. No Pará, mesmo com a redução de 54,8%, ficou aquém do objetivo traçado pelas Nações Unidas. Porém, se consideramos as notícias recentes, o que temos a comemorar?
Histórias macabras que parecem mais roteiro hollywoodiano estão se tornando comum. São casos como o dos meninos ingleses, ambos com dez anos, responsáveis pelo assassinato de uma criança de dois anos de idade, em fevereiro de 1993, na Inglaterra. Continue Lendo “12 de outubro: o que celebrar? (parte I)”