A “linha vermelha”

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Uol Imagens

Na lápide lia-se “morto por passarela ao passar sob ou sobre ela”. Sabemos que não será esse o epitáfio, mas a inimaginável situação aconteceu, como praticamente todas as emissoras, jornais e sites passaram o dia de ontem comentando. A imprudência de um motorista de caçamba – que falava ao celular -, causou dor, espanto e revolta. A dor na vida dos familiares das cinco vítimas fatais não vai passar. O espanto como o do pai que viu o filho cair e de outros motoristas, que viram a trágica cena, vai ser lembrado por muito tempo. A revolta, ah, essa revolta não é de hoje e, temos certeza que ainda nos revoltaremos muitas outras vezes. Como tantos outros casos, uma sequência de erros culmina em fatídicas manchetes.
Somos o país em que a falta de fiscalização matou 242 pessoas dentro de boate; vitimou outras dezenas em acidentes aéreos, rodoviários e fluviais; levou centenas ao óbito, em descasos com a saúde pública; marginaliza adolescentes com falta de investimentos educacionais; tirou a vida de pais, mães, filhos; coloca criminosos para responder em liberdade.
No dia de anteontem (28/01), a “Linha Amarela”, no Rio de Janeiro, ficou tingida com o nome de outra via expressa carioca. Vermelha.

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