Arroz paraense

Arroz paraense

Continuação do almoço deste sábado (29/03/14)

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Mais caranguejos

Mais caranguejos

Foto: Edinho Leite
Produção: Morgana Nascimento
Convidados: Denise Alves, Keko Leite, Deise Leite, Leila Rocha, Débora Leite, Júlia e Lia

Simplicidade e sabor

Simplicidade com sabor

Tira-gosto: André Sarmanho
Foto: Jaime Souzza

Doze itens para não esquecer (desta sexta-feira)

1 – Ficar preocupado por saber que seu filho já anda com os amigos da escola e quer ficar até mais tarde no clube, pois a conversa está muito boa e você é o chato por ter ido buscá-lo e por insistir em ligar e não ser atendido;
2 – Sinal de que o item 1 demonstra que não demora muito e você terá não mais um adolescente, mas um rapaz de 18 anos que tem que entender ainda mais de direitos e deveres;
3 – Ao sair, ficar na expectativa de diminuição da violência, por acompanhar e ver que um “patrulhão” ostensivo de fiscalização, com Detran, Demutran, Polícia Militar, está nas ruas;
4 – Ainda acreditar no país em que milhões saem às ruas pedindo justiça e menos corrupção
5- Não se surpreender com pessoas gritando “foge, foge” para quem está pilotando de maneira irregular a motocicleta;
6 – Deixar de compreender porque tem gente que ainda não usa capacete ou dirige de maneira ilegal;
7 – Saber que a polícia ajuda ao combate de ações criminosas ou “atos infracionais” cometidos por adolescentes que tentam escapar da blitz e, ao descerem do veículo, rirem como se não fosse com eles;
8 – Imaginar como os pais desses jovens irão descobrir que a motocicleta que eles deram, por vontade própria ou não, foi apreendida;
9 – Torcer para que o “patrulhão” continue e aconteça diuturnamente;
10 – Desejar estar na antiga profissão para que se registre os flagrantes de imprudência;
11 – Imaginar as receitas para cozinhar para família e amigos no sábado;
12 – Ter que dormir porque simplesmente as ideias já não fluem mais;

A culpa também é nossa?

Acabei de ver a reportagem no programa No Foco da Notícia, apresentado pelo amigo Felype Adms. Fecharam a edição de hoje com reportagem sobre o protesto e homenagem para a universitária Aline Flor, atropelada e morta na semana passada, próximo ao cruzamento da Pedro Gomes com Tancredo Neves, extensão da Djalma Dutra.
A revolta dos amigos e colegas da aluna da UFPA tem sentido. Não recrimino nem julgo de quem foi a culpa pelo trágico acidente. Não sou perito, não estive no local e tampouco pude ver matérias relacionadas ao caso.
Porém, vale lembrar que, infelizmente, é comum vermos não só motoristas de ônibus com pressa. Motoristas de carros pequenos insistem em transitar na contramão, assim como motoqueiros que parecem que vão tirar (desculpem) a “mãe da forca”, para cortar de qualquer maneira os cruzamentos. Fora as cenas “babacas” de empinar a moto, como sinal de macheza (?) ou destreza (?). Sem contar os que ainda insistem em pilotar ou levar passageiros sem capacete, equipamento obrigatório não somente pela fiscalização, mas pela responsabilidade em preservar a vida.
Nos finais de semana, por mais que a polícia tente se esforçar, continuam as descargas “kadron” e os sons automotivos a incomodarem, bem como os jovens – não sei se tinha algum na manifestação – que bebem durante as festas e voltam “tranquilamente” para casa. Na mesma edição do programa foi flagrado um veículo tombado na estrada que dá acesso ao balneário do Pedral.
A perda da Aline deve ser irreparável para a família e as pessoas que a conheciam.
Culpar a administração pública somente? Aprendi que não se consegue conscientizar alguém, mas sim sensibilizar.
Que todos, TODOS, inclusive eu, possamos nos sensibilizar e entender que o trânsito não é uma arena de gladiadores.
Que Deus conforte os que perderam a Aline, mas quantas outras terão que nos deixar sem podermos dizer um “até logo”?
A culpa também é nossa?