Prosa com quem leio

prosaÀs vezes eu paro e fico a pensar… Bom, esse trecho de uma canção muito entoada na maior festa religiosa do Pará e, com certeza, do mundo nos remete ao Círio de Nazaré, realizado no segundo domingo de outubro e considerado o Natal dos paraenses. Só que isso é assunto para outro texto.
Em relação à oração do parágrafo anterior, o motivo escolhido foi por ter vivido uma experiência diferente, onde eu realmente parei e fiquei pensando a razão de receber um convite tão inesperado.
A paixão pela escrita e leitura vem desde muito cedo, da época em que íamos com nossos à banca de revista instalada na famosa Praça da República, em Belém.
Eram, inicialmente, revistas em quadrinhos de vários gêneros, como o infantil (Turma da Mônica, Pato Donald etc.) e de super-heróis, principalmente Homem-Aranha.
De lá e com o passar do tempo e das séries escolares, líamos, por exemplo, clássicos da coleção Vaga-lume ou, então, nos aventurávamos em textos da série Escolha a Sua Aventura – que descobri estar à venda novamente – que pegávamos na biblioteca. Sim, usávamos a mesma biblioteca para pesquisas, pois o “ctrl+c ctrl+v” não existia, nem a Wikipédia ou Google.
Depois, vieram os livros de autores como Machado de Assis. Até julgamos a Capitu durante uma aula. Em seguida, as obras técnicas no ensino superior e as resenhas e resumos.
Os fascinantes mundos que nossa mente adentrava e, até hoje, mergulha em linhas e páginas de contos e romances são encantadores. Daí para a contínua vontade de escrever pode ser explicada por uma frase já batida: “só escreve bem, quem lê bem”.
Voltando ao convite, um professor de língua portuguesa desenvolveu junto aos alunos de uma escola municipal (EMEF Gondim Lins) e a coordenação pedagógica, o projeto Prosa com quem leio. E, pasmo, vim saber que artigos, crônicas e poemas que publico em um blog eram temas de discussão em sala de aula.
A surpresa não foi pela lembrança do meu nome, mas a expectativa que, acredito, consegui despertar nos meninos e meninas das turmas do nono ano.
A honra de fazer parte do projeto não veio pela participação em uma manhã diferente para todos, mas em ouvir perguntas de crianças e jovens que podem seguir um rumo distante, muitas das vezes, da realidade em que estão inseridos.
A iniciativa dos professores é louvável. A curiosidade em conhecer autores que leio ou dicas de português veio ao encontro da minha perspectiva de mudanças para dias melhores e diferentes, sobretudo nas mídias sociais, com seus erros de concordância e ortografia.
“O senhor acredita que o Brasil é um país preconceituoso?” e outras perguntas combinadas com outros temas, demonstravam o anseio por escrever e mudar de vida com a boa leitura.
Isso me fez parar e pensar: “ainda existe esperança”.
Salve a leitura!

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