Dia das Mães (I)

lagrima1Um menino que sumiu sem deixar vestígios. Uma menina que morreu sem deixar culpados. Uma jovem que amou sem saber que ele seria a desculpa. Uma mulher que foi confundida sem chance de defesa. Em comum, além da violência na região, a figura materna que foi destroçada.
Em uma data mais comercial do que nunca, o Dia das Mães não será o mesmo para aquelas que perderam seus filhos, não só aqui, mas em todos os cantos.
Essa não é a ordem natural das coisas. Uma mãe (ou pai) não é quem deve enterrar suas crias e sim o contrário.
Enquanto isso, em um país vizinho, criança de 11 anos, vítima de estupro, não quer interromper a gravidez e gera polêmica. Lá, o aborto tem particularidades para ser autorizado. Aqui, não.
Mesmo assim, várias são as manchetes de casos em que pessoas do sexo feminino – me recuso a chamá-las de mulheres ou mães -, que optam por essa escolha ou, pior ainda, são coniventes ou assassinam aqueles que carregaram por 36 semanas.
Existem aquelas que, por outro lado, largam em sacos de lixo ou no meio da rua aquela criaturinha minúscula e tão desprotegida. Também podemos citar outras que, por dinheiro ou outro fator, sequestram bebês na maternidade.
De qualquer forma, atitudes condenáveis, pois esse não é amor de mãe.
Do parto ao primeiro dente que leva aos primeiros passos que segue às primeiras palavras que, de repente, sai de casa. É muito rápida a transformação. Tão rápido quanto nove meses que se passam carregando uma vida, dois corações que batem descompassadamente.
Como deve ser incrível ver o rosto do filho pela primeira vez e, depois de tantos enjoos, sentir o sal da lágrima que teima em cair ao ouvir aquele chorinho. Para nós, homens, a emoção com certeza é diferente, mas não inferior (bem, para quase todos os pais).
Amor de mãe é aquele que te faz acordar de madrugada, trocar a fralda suja, dar o leite, preparar o leite, levar à escola, aconselhar, proteger, brigar. É rir e chorar com a mesma intensidade.
Mais um dia das mães. Quando afirmei que o segundo domingo de maio é uma data mais comercial que as outras, é fato.
Dia das mães é todo dia.
Às mães que não terão motivos para comemorar por causa da dor da perda, lembrem que essa dor é que mantém os filhos vivos para sempre dentro dos corações e que dá coragem para continuar buscando justiça. Lembrem que essa dor só existe pelo amor aos filhos e que, com certeza, um dia terão a oportunidade de abraçá-los uma vez mais.

Filha eu entendo a sua dor | pois um filho um dia eu também perdi | lembranças de amor | é por ele que posso afirmar | que a vida minha filha, não termina aqui |||
Senhor muito obrigado, eu sei que estás comigo, | sarando minhas
Feridas, me dando novas forças | pra suportar o peso de tanta dor que
Atinge o meu peito |
Saudade dói demais, mas agora sinto paz | tenho
Forças, já consigo suportar | mas o peito ainda dói, falta um pedaço de
Mim | mas meu Deus está comigo a me ajudar | meu socorro bem presente é
Meu Deus, eu sigo em frente | sei que posso confiar e descansar | sei
Que Deus sabe o que faz, ele tem sempre o melhor | me consola
Link: http://www.vagalume.com.br/cristina-mel/lagrimas-de-mae.html#ixzz3ZgXW6V1q

Anúncios

Gostou? Comente.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s