Infância roubada…

infancia roubada.jpgHá quase dois anos e meio postei o texto Virgem de Nazaré, projeta nossas crianças. Travava, entre outras coisas, sobre a morte do adolescente conhecido como “sombra do demônio”, que já passava a ser personagem de vários casos de furto e roubos em Altamira, no sudoeste do Pará.
Agora, em São Paulo, outro caso me surpreende – apesar de que muitos outros já aconteceram -, novamente envolvendo um garoto, mas de apenas dez anos de idade.
Segundo a Polícia Militar, o menino teria trocado tiros com os policiais durante uma fuga. A mãe reconheceu que o filho não estudava e vivia na rua. Ele já teria dois boletins de ocorrência registrando furtos anteriores, coisa que a genitora nega, mas por quê?
Ela também afirmou que o pai da criança estaria viajando, mas ele cumpriria pena por tráfico de drogas e, ela mesma, já foi presa por roubo e furto. Família desestruturada?
A criança morta estava acompanhada por um colega, de 11 anos. Crianças!
Entretanto, casos como esses só vêm à tona quando a mídia massifica a notícia em todos os meios possíveis, enquanto outros casos não ocorrem diariamente e ficam sob o prisma da regionalidade ou municipalidade em que foram consumados.
Não muito longe dali, uma menina, também de dez anos de idade, foi estuprada, morta e, com requinte de crueldade, teve o coração arrancado. Monstruosidade?
Novamente, o espetáculo midiático em explorar a crueldade humana se sobressai. É prato cheio para jornais sensacionalistas. Basta nos lembramos dos quase 40 segundos do vídeo do estupro coletivo no Rio de Janeiro.
Com a celeridade (nem tanto, na verdade) em que as postagens atravessam fronteiras e que tudo é compartilhado, li em um artigo que só quando o crime choca parece que nos importamos. Só quando o crime é exposto à exaustão é que algo pode ser mudado.
Pode? DEVE! PRECISA!
Para as famílias ou pessoas que vivem sob a redoma de uma falsa proteção e preceitos ditos morais/corretos, é o coração de cada um que é arrancado com tamanha violência.
É um tiro na testa de cada um de nós cada vez que crianças sofrem com a postura letárgica de um Estado e seu sistema socioeconômico em colapso?
O torpor do gigante que bradou recentemente precisa parar e, todos nós, sairmos às ruas não com camisas da seleção ou cor rubra, mas fazer valer o que prediz nossa chamada Carta Magna.
Ou, então, só nos resta, mais uma vez, pedir à nossa padroeira: Virgem de Nazaré, proteja nossas crianças. Orai por nós.

Anúncios

Gostou? Comente.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s