Indescritível

Sabem a criança quando vê o último brigadeiro na mesa de aniversário?
O goleiro que defende o último pênalti na final de uma grande competição e se torna campeão?
O piloto que chega à Fórmula 1 e vence sua primeira prova?
O aluno de Direito que passa na primeira tentativa na prova da OAB?
A mãe quando vê seu filho no colo pela primeira vez, ainda na sala de parto?
O repórter de emissora municipal quando consegue emplacar reportagem nacionalmente?
O universitário que recebe seu diploma?
O analfabeto que consegue juntar as primeiras letras?
O desempregado que consegue um trabalho depois de meses na fila de emprego?
O fiel que acompanha o Círio e consegue tocar na corda?
O funcionário que consegue na sua empresa um espaço para ver a berlinda passar e registrar fotograficamente cada momento?
Pois é…
Essa mesma emoção eu senti hoje quando vi pela primeira vez os romeiros que caminham em grupos de dezenas de pessoas, vindo de várias cidades, para Belém.
Não tem como definir os passos, alguns longos, outros curtos, muitos cansados.
Não tem como descrever a expressão no rosto de cada um.
Só sentir.
E segurar (ou não) as lágrimas.

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