6102 Mene? Enem 2016!

Ronco…
Foi dormir.
“Amanhã vai começar tudo de novo”, pensou.
Voltou, tomou um banho e escutou pela TV que o Instituto responsável pelo exame nega que houve vazamento das provas. Como todos anos sempre se propaga.
Chegou, deu um beijo na esposa e resolveu beber umas cervejas.
Esperou até os 45 minutos do segundo tempo para entregar a prova.
Sabia que não tinha ido muito bem, mas não custava nada acreditar.
Ronco…
No silêncio quase absoluto, não fosse o ventilador de teto, o ronco se sobressaiu e chamou a atenção dos demais candidatos.
Cansado, encostou a cabeça na parede. Não aguentou e cochilou.
Baixou novamente o rosto e lia sobre Hamlet, Pirro e sobre como a “compreensão etnocêntrica acerca das populações dos territórios conquistados” pelos europeus.
Em outras questões, o estereótipo de gênero e a modificação de costumes em relação às mulheres.
Na de Ciências da Natureza, uma questão o lembrou do dia em que sentiu os efeitos do spray de pimenta no rosto, após um protesto numa avenida da cidade em que mora.
Começou lendo os enunciados das questões, separando as mais fáceis – ou que ele julgava assim.
Era a frase que precisava transcrever.
“Amo em ti os outros rostos”. Quem teria escrito isso, pensou.
A fiscal avisou que tinham que aguardar até serem autorizados a começarem a prova.
Aguardou e aguardou.
Subiu e procurou a sala em que iria realizar a prova, a mais aguardada por ele e, também, pela família.
Mesmo no corredor, ainda ouviu gente suplicando para entrar.
Em frente à escola, dezenas de pais abraçavam os filhos, esposas beijavam os maridos, amigos desejavam boa sorte.
Faltavam cinco minutos e resolveu pagar o motorista e saiu em disparada. Era mais um que torcia pelo portão não ser fechado antes do tempo.
De dentro do carro, olhava para as pessoas no ônibus, parecendo sardinhas enlatadas. Ele mesmo tinha estado naquela situação.
O jeito foi acenar para um táxi.
Ainda procurou um mototaxista para a corrida mais “expressa”, mas não conseguiu.
Desceu porque achou que não fosse dar tempo.
Procurou chegar cedo, mas o trânsito em frente a diversas escolas congestionara o fluxo.
Na parada do transporte coletivo, a toda momento perguntava que horas eram.
Sabia que não podia se atrasar.
Avisou que estava de saída.
Pegou uma bela feijoada.
O almoço foi farto, ao contrário do que recomendam os especialistas: “só coisa leve”.
Ajudou nos afazeres domésticos, como a lavagem do quintal e a limpeza na área que um dia sonha em ter um automóvel.
Saiu do banho.
A mulher já estava de pé fazendo o café da manhã.
Eram quase sete horas quando acordou.
Ronco…

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Crianças (I)

Dia das crianças. Quem são nossas crianças?
Mortas, vítimas. Agressivas, vítimas. Inocentadas, vítimas. Agredidas, vítimas.
Cada vez em que se veicula histórias envolvendo crianças ou adolescentes o tema sobre maioridade penal volta à cena.
Meninas espancam menina por causa de ex. Menino desaparece sem deixar vestígios. Outro é assassinado depois de uma vida de crimes.
Menina é jogada de edifício. Menina é estuprada. Menino rouba e PM é acusada de homicídio.
Tantas notícias e ninguém quase atenta para o fato do que elas trazem nas manchetes ou entrelinhas: crianças.
Quem é pai sabe o quanto vale viver uma vida pelos filhos. Quem é mãe sabe o quanto é dolorido ver o sofrimento de um filho.
Dias das crianças chegando. Problemas sociais, financeiros, psicológicos? Crianças.
Nossa Senhora de Nazaré, proteja nossas crianças. De novo. E sempre…

Nem consigo raciocinar direito… Estado de tristeza e pesar pelas famílias destroçadas.

5 coisas que eu gostaria de dizer às pessoas que pensam em suicídio – PapodeHomem

via 5 coisas que eu gostaria de dizer às pessoas que pensam em suicídio – PapodeHomem

setembro_amareloDe maneira simples, um tema polêmico. Gostei e resolvi compartilhar.

O segredo das amizades que duram

-FRIENDS

Olá pessoal!!

O que faz com que as pessoas virem amigas? E por que algumas amizades duram e outras não? Um artigo do site Psychology Today reuniu alguns estudos que trazem bons esclarecimentos sobre o tema. Além de alguns fatores básicos, como ter contato com a pessoa com alguma regularidade (afinal, assim temos mais chance de conhecê-la melhor e aprofundar nossos laços) e ter coisas em comum, dois aspectos são fundamentais para que se passe do posto de conhecido para o de amigo. Os pontos principais, bem práticos, estão listados a seguir.

O texto de Ana Carolina sobre “O segredo das amizades que duram para sempre” é sensacional e nos faz refletir, e Pitacos e Achados compartilha com vocês.

1. Disposição de se abrir

Segundo Beverley Fehr, pesquisadora da Universidade de Winnipeg e autora do livro “Friendship Processes”, o que determina que passemos de meros conhecidos a amigos é a disposição de se…

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“Aquarius”: a polêmica é entre o novo e o velho

daguito rodrigues

A idade avança, o progresso também. O velho abre espaço para o novo. Mas Clara, a protagonista de “Aquarius”, entende que um não vive sem o outro. Sabe que sua história está agarrada às paredes do edifício onde mora e não abre mão dela.

Para ela, por mais concretos que sejam os objetos eles também têm um sentido abstrato. Seja um simples LP de John Lennon ou o apartamento inteiro. Depende de quem olha e como enxerga.

Clara é uma mulher que valoriza a memória. Perdeu o marido e criou três filhos dividindo a atenção à família com sua paixão pela música. Sabe das escolhas que fez e não tem medo de enfrentá-las, porque foi a partir de seus caminhos que construiu a própria liberdade. Não sofre com o passado.

Cercada de uma atmosfera retrô, não vê problemas em tocar MP3. Mas sabe o que prefere e não abre mão disso. É social…

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Por que a gente é assim?

images.jpg“A capacidade de perdoar vai determinar a qualidade do resto da sua vida mais do que qualquer coisa”. Perdoo os que me fizeram mal. Na verdade, não me fizeram. Eu fiz a mim mesmo. Fica o registro.
“O fato é: cada um de nós é a soma dos momentos que já tivemos. E de todas as pessoas que já conhecemos. E são esses momentos que se tornam nossa história”. E a minha foi bem-vivida. E ainda é.
“Quando você pensa que conhece alguma coisa, você tem que olhar de outra forma. Mesmo que pareça bobo ou errado, você deve tentar.“
Seja erro de português (não que eu fale o português “bem-dizido”), seja futilidade (quase todas), seja por qualquer motivo…
Seja fotografia que eterniza um momento para quem a registrou ou foi registrado, seja letras de músicas que podem fazer sentido para alguns (para outros só uma melodia agradável), seja pela comida postada (ou nunca degustada)…
Hoje bateu uma sensação de que o Facebook é uma perda de tempo.
Narcisismo? Exibicionismo? Voyeurismo?
Não preciso de nenhum dos três.
Cansei.
“A coisa mais importante que você pode aprender é amar e ser amado em retribuição”. Amor fraterno, sem cobranças. Amor de amigos. Amor da família.
E se realmente for meu amigo (a), fica a frase: “Porque em cada pedaço de mim, sempre haverá um pedaço de você”.
“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só”.
“Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”.
“Se for pra chorar pelo leite derramado, que seja leite condensado!”
Boa parte das frases acima, são de filmes. Com essa colcha de retalhos pra mim já deu.
Se precisar saber de alguém, vou ter o contato dessa pessoa.
Se ela precisa saber de mim, ela terá o meu.
Se ainda não tem, só pedir em mensagem privada. Até sexta-feira, me despeço de vocês.
“Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.”
Mais uma dose? É claro que eu estou a fim. A noite nunca tem fim. Por que a gente é assim?
Blog Perto Demais ou Whatsapp ou Twitter.

Força estranha

Eu vi um menino correndo, mas não vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino.
Atrás dele, outros garotos que buscavam ofendê-lo, agredi-lo, espanca-lo. Ou foi somente uma queda? Da dúvida, a certeza: morte.
Bullying surgiu como a palavra da vez, mas os assédios morais ou físicos sempre existiram. Culpa de uma mídia que impõe padrões de beleza ou comportamento, da falta de educação e respeito dentro de casa ou o quê?
São várias correntes para explicar a maldade e o prazer de humilhar ou “brincar”, como alguns insistem em justificar.
O fato é que ninguém está a salvo e, quase sempre, os culpados acham que a impunidade os protegerá. E parece isso mesmo.
Uma justiça que funciona com mandos e desmandos, leis obsoletas e legisladores preocupados com eles mesmos é que causam essa sensação.
Longe, na cidade olímpica e maravilhosa, outra queda. Dois irmãos mortos. A mãe foi morta esfaqueada e o pai também jogou o corpo da sacada. Tudo por conta, supostamente, da dificuldade financeira enfrentada.
Em outro canto, outro menino morre. Desta vez, ao tomar achocolatado envenenado. O responsável tentava se vingar de alguém que o roubara. Um será acusado de tentativa de homicídio, outro preso por furto. Furtaram mesmo foi a vida de uma criança.
Esse é o país que temos. Esse é o país que vivenciamos, pela segunda vez (ou terceira?), um presidente não terminar seu mandato e ser substituído pelo vice, em uma dita movimentação golpista.
Enquanto isso, a tal justiça decide suspender a Lei 13.290/2016, conhecida como Lei do Farol Baixo, que obrigava condutores de todo o país a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias. Falam em pouca sinalização.
Se a própria justiça fica nesse vai e vem, o que dizer de acordos articulados nos bastidores políticos e, até parece, com aval do próprio judiciário?
Mais uma lei que com certeza pode evitar acidentes e que fica nesse jogo de “tira e põe”.
Pra completar a bagunça em que vivemos (ou estado de calamidade/caos instalado), a surpresa na caixa de e-mails: ex-deputado responderá por exigir porcentagem (5%) de remuneração de servidores comissionados para o partido dele.
Comprova-se que, com certeza, estamos lascados.
news.jpgEis um resumo desta semana: Brasil, de fato, o país do já teve, já foi, sabe quem sou?, piadas prontas.
Meninos, meninas, estupro, violência, crise, golpe, morte.
O que nos mantém?
Seria essa a força estranha do brasileiro?
Como a frase de um jogo recém-lançado: “ache esperança na desolação”.

Chocolate “quase” amargo

Willy Wonka morreu. Na verdade, o ator que o imortalizou (melhor que Johnny Deep), Gene Wilder, sofria e ninguém sabia, de Alzheimer.

Com um jeito de tio querido, Wilder encantou milhares de crianças, jovens e adultos no clássico A Fantástica Fábrica de Chocolates, em que o pequeno Charlie e outras quatro pequeninhos (nem tanto) vão conhecer a fábrica que dá nome ao livro.

“O que você ganha vendo muita TV? Uma dor de cabeça e um Q. I. de três anos. Por que você não tenta simplesmente ler um livro? E olhe só o que vai acontecer: Você não terá, você não terá, você não terá, você não terá, você não terá comerciais!”, é cantado pelos pequenos Woompa Loompas, ajudantes do excêntrico dono da fábrica.

Nada mais atual. Na tevê, no mesmo dia, o país inteiro presencia outro momento histórico (na verdade, poucas pessoas assistem).

O julgamento de uma presidente acusada de “pedaladas” fiscais e, depois de democraticamente eleita, sairá como o primeiro chefe do executivo federal a perder o cargo num processo de impeachment.

Discursos longos, frases de efeito, acusações de conspirata, palavras em defesa e, finalmente, o gran finale parece chegar. Dificilmente haverá um plot twist (reviravolta característica em roteiros cinematográficos ou não).

Por último, o famoso casal de apresentadores globais anunciou a separação depois de 26 anos de união. Em tempos em que a informação está célere, um tuíte foi o estopim para memes e comentários em praticamente todas as rodas de conversa.

Como dito pela primeira mulher no comando do Planalto em seu discurso no penúltimo capítulo desse seriado político da vida real, “se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam”.

De tantos sabores amargos vividos num dia 29 de agosto (cinema, política, televisão) para fãs, partidários e cinéfilos, só um me acalenta: a certeza que a fábrica de chocolates seria o local perfeito para reencontrar a amiga que se foi fisicamente.

Há 11 anos comemorou seu aniversário sem saber que o futuro lhe aguardava um desfecho muito rápido, mas o suficiente para fazer valer cada dia vivido ao lado de amigos e parentes.

Com a partida dela, a vida perdeu um pouco do doce aroma e sabor do chocolate.

O resto é história. E fofoca. Ou alguém tem um bilhete dourado por aí?

Belém 2016: como seria?

https://www.youtube.com/watch?v=tyhk7zPh4TM

DSCF9802 copiarHá quase sete anos, o Brasil celebrava o fato do Rio de Janeiro ser escolhida como sede para as Olimpíadas de 2016.
Agora com a data mais próxima, imaginemos muito hipoteticamente se tivesse sido Belém.
Agosto de 2016.
Inicia-se mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Verão, popularmente Olimpíadas.
Estádio Olímpico Mangueirão. Uma imensa cuia de tacacá já estaria no gramado, devidamente coberto e forrado com bastante patchouli, que inebriaria milhares de pessoas ansiosas pelo espetáculo.
De repente, um grupo sairia correndo por um túnel. Devidamente vestidos com as cores dos dois maiores clubes do Norte. E ensaiariam um confronto bem coreografado. A polícia viria e eles voltariam para o túnel. No telão, a palavra: LUTE!
Depois, um ponto de ônibus seria rapidamente montado. Dois ônibus entrariam e passariam direto por quem aguardava por eles. Algumas pessoas correriam e pulariam obstáculos como poças d’água, vendedores ambulantes e outras coisas. No telão: ACREDITE!
Lindas caboclas marajoaras desfilariam com roupas típicas e, de repente, do meio da cuia, emergiria Pinduca e um grupo de carimbó.
Enquanto todos dançavam na pista de atletismo, macacos, jacarés e onças (sim, onças) feitas em E.V.A. seriam carregadas por voluntários de um lado para o outro. E lá na tela: VIVENCIE!
De repente, tudo ficaria escuro (nem tudo, afinal, muitos não teriam sofrido com um arrastão ali próximo e ainda estariam com os celulares ligados). Silêncio no Mangueirão.
Suspensa por um guindaste (ou descendo de tirolesa), Gaby Amarantos surgiria com plumas, paetês e muito brilho pelo corpo. No campo tirariam a cuia e no lugar ficariam vários carros tunados e com o volume ao máximo, com adesivos e nomes de alguns municípios de Salinas, Mosqueiro e Altamira.
A diva (como a chamam) cantaria o sucesso Xirley e todos fariam o “treme”. Na tela de LED agora se leria: CURTA!
Após mais um show pirotécnico (o quinto!), Lia Sophia viria pra dar outro clima na festa e cantaria Belém, Pará, Brasil, o clássico do Mosaico de Ravena, numa versão bem intimista.
Alguns perguntariam por Ximbinha e Joelma, mas eles não toparam dividir o palco. A palavra a ser exibida é: RESPEITO!
Painéis com fotos do Ver-o-Peso, Praça do Relógio, Museu Emilio Goeldi e a Casa das 11 Janelas (essa teria uma tarja preta) também seriam exibidas. Em letras garrafais no telão: INESQUECÍVEL!
Voltariam para o palco montado (agora uma réplica da Concha lá da Praça Santuário), ao lado de duas enormes mangueiras, Pinduca e Gaby para cantarem com a Lia, todos vestindo roupas roxas (representando o açaí), a música “Vós sois o lírio mimoso”.
Com todos os refletores apontando para um canto específico, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré carregada pelo Machida (que nem cobraria desta vez). No telão o público veria a palavra EMOCÃO!
Para a entrada dos atletas, tudo desfeito (afinal, são milhares). Em um dos lados do campo, outro palco e nele Nelsinho Rodrigues, que ninguém havia citado, puxa e embala o sonho dourado com a música Gererê.
Em seguida, quando todos estivessem devidamente enfileirados, o cidadão que atirou a flecha e acertou a senhora no ônibus, subiria num palanque e, tal qual em Barcelona, a pira olímpica seria acesa.
Para anunciar que os jogos já estariam abertos, o prefeito de Belém não estaria presente, pois ficou preso num engarrafamento monstro que começava em São Brás e iria até a Augusto Montenegro. O BRT não estaria funcionando.
A seguir, vamos imaginar como seriam os jogos. Vale nos lembrarmos dos carros com os adesivos. Belém seria a sede, mas algumas modalidades ocorreriam nas cidades citadas.
Sugestões?