Tragédia anunciada choca o Brasil

Imagem“Pai, posso sair?” perguntou o jovem ao Sr. Eduardo (nome fictício). “Não meu filho, fique em casa hoje”, respondeu o pai.
Esse pode ter sido um diálogo travado na noite deste sábado. Ou não, mas que em algum lugar do Brasil, em algum dia, já foi ouvido. Ninguém sabe o futuro ou espera o pior. Lembro que sempre me disseram que a ordem natural da vida é o filho enterrar os pais, não o contrário.
A morte de crianças por causa de um covarde nos EUA, recentemente, trouxe à tona, novamente, a discussão sobre o uso de armas em território americano. Estavam todas estudando, brincando. Ontem, em um dia que será lembrado por décadas e décadas não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil, jovens estavam brincando na cidade em que escolheram estudar. Continue Lendo “Tragédia anunciada choca o Brasil”

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Telefone pra quê?

telefoneNão existe treco que mais perturba o ser humano que o tal do telefone. Você está no melhor do sono e o “são 6h, é hora de levantar” te incomoda. Vai tomar banho e justamente quando está todo ensaboado, lá está ele gritando novamente. O café é interrompido para atender a ligação de uma amiga que quer uma carona. Ao chegar ao trabalho, os ditos aparelhos parecem querer lhe enlouquecer. Pra completar, a secretária que repassa as ligações não informa quem é do outro lado da linha. Você, que já está estressado porque o início do mês – o 5º dia útil, na verdade – não chega e já tem cobrança do outro lado da linha. Resolve tomar uma água e mal consegue dar o primeiro gole. Retorna à mesa de trabalho, lê os e-mails enquanto um cliente liga de uma cidade com problemas na telefonia, a voz sai metalizada. Os filhos foram para a escola e na hora que saem ligam: “pai, vem me buscar”. É assim o dia todo. E foi assim que tudo acabou. Uma ligação e um sussurro: “aconteceu”. Não entendi no começo. Ou quis não entender. Continue Lendo “Telefone pra quê?”

In memoriam: À minha amiga Samantha (*29/08/1976 +06/12/2012)

Tento buscar quando foi que nos conhecemos. O local, eu recordo. O dia… Bem, aí é forçar demais, mas não preciso de tanto. Parece que nos conhecemos a vida inteira. Foi na mesma boate em que você disse “você me confundiu” e  “me ajuda, Ede”.
Nossas idas aos videokês, febre de uma época. “Negue” ou qualquer uma do Raça Negra. Também vivíamos na A Pororoca, Mormaço, Solamar, Veneza, Go!, Reduto, Pavan, Homobono e tantos outros locais. Só nós dois ou sempre com amigos.
Lembro das manhãs, parados no cruzamento ou então tomando café lá na “tia” da antiga Primeiro de Dezembro, em frente à garagem da Transbrasiliana. Ou então a “sorte” de perder a chave dentro d’água em Mosqueiro e você pisar bem em cima dela.
As ligações de madrugada só para um acordar ao outro: “’tá’ dormindo?”. “O que você acha às 3h da manhã?”.
O ombro amigo… Bem, esse sempre foi presente, independente do lugar, da hora, da companhia. Quantas vezes choramos e rimos juntos? Vou ficar me “sequelando”? Não! Agora sei que você viveu, amou, chorou, riu… intensamente. Te ver de “vaquinha”, como da última vez, me fez rir também. Me deu esperança e me acalentou.
A vida passou e nos afastamos. Vim embora. Você ficou. Agora eu fico e você está indo.
Na verdade, você só se adiantou. Egoísta! Como pode nos deixar assim? Não, você não é egoísta. Você está certa. A única certeza que devemos ter é que um dia partiremos. E nossas pessoas próximas também. Mas isso não é motivo para deixar de viver ou de gostar de alguém. A viagem que nos separa não é eterna. Deus tem planos para nós e para nosso reencontro.
Sabe do que todos gostavam em você?
O calor do teu toque, mesmo sem abraço. A alegria no teu sorriso, mesmo sem gargalhada. A paz na tua voz, mesmo no silêncio. Seu sorriso está em nossas lembranças e a saudade em nossos corações.
Enquanto irmã, excelente conselheira. Enquanto filha, nossa segunda mãe. Enquanto amante, a mais querida. Enquanto amiga, sincera amizade. Você marcou muito a vida daqueles que direta ou indiretamente faziam parte do seu círculo de amizades: filha amada, irmã querida, tia afável e amiga de todas as horas.
Você fez uma grande viagem deixando um enorme vazio no coração das pessoas que a amaram. Por um tempo, não te verei, te abraçarei, nem te beijarei. Mas eu te amo. E sei que vamos nos ver novamente. Sua moleca!