Carnaval exemplar

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Foto: Mágno Rabelo

Recentemente escrevi sobre o carnaval e seus exageros. Agora, volto ao tema para parabenizar o ineditismo do projeto para a folia em Altamira, este ano.
Sou Relações Públicas por formação, mas já trabalhei como repórter de TV. Apesar de poucos profissionais graduados na área da comunicação social, o esforço que repórteres, editores, cinegrafistas e todos que fazem o noticiário local – com contratempos, corre corre, chuva e sol, dia e noite, – foi reconhecido pela administração municipal.
A instalação de um camarote para a imprensa dentro do corredor da folia é algo louvável. Oferecer conforto a essas pessoas pode garantir que toda reportagem seja com segurança.
Por falar em segurança, a estrutura terceirizada também se destina a promover uma festa sem atropelos ou cenas como mostradas ano passado. Cabe a nós termos a consciência de não exceder o permitido e denunciar quem faz o proibido. Quem sabe, assim, a Folia realmente seja bastante Alta e ecoe pelo Pará como uma das melhores do Estado.

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O carnaval do Carnaval e o excesso do prazer

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Lembro-me do primeiro período do curso de Direito. Durante uma das aulas de… de… (ô memória!) Sociologia, tivemos contato com o livro O que faz o brasil, Brasil?, do antropólogo Roberto DaMatta. Perdoem-me os eruditos, mas não conhecia o livro nem o autor.
Nada mais adequado para comentar os próximos dias que um dos capítulos desse livro. DaMatta diz, em um dos trechos que, “o carnaval é definido como “liberdade” e como possibilidade de viver uma ausência fantasiosa e utópica de miséria, trabalho, obrigações, pecado e deveres. Numa palavra, trata-se de um momento onde se pode deixar de viver a vida como fardo e castigo”.
Pronto. Simples e direto, apesar de discordar com a premissa de a vida ser um fardo e castigo.
Mas é nessa festividade momesca e momentânea que milhões de brasileiros (e turistas) caem na farra solta. Opa, é uma festa popular, conclamam os que apoiam o consumismo desenfreado de álcool e dos abadás. Está bem, pode ser exagero meu. “É, no fundo, a oportunidade de fazer tudo ao contrário”, afirma o antropólogo. Continue Lendo “O carnaval do Carnaval e o excesso do prazer”