Viva a nova MPB! #sqn

maxresdefault.jpg“Fiz essa letra pra te incentivar
Mas se você mudar vai fazer falta
Se teu hobby é sentar, não vou te criticar, tá de parabéns (parabéns…)
Mas preciso de você pro role valer, então senta bem (senta bem…)
Oah!
Então sarra, então sarra a bunda no chão
Então sarra, então sarra o popozão
Meu Deus
Me fala quem colocou essa coisa no mundo
Foi planejada de um jeito que para com tudo
A circunferência perfeita que tem o poder
Na medida certa pra te enlouquecer
Ela encaixa
Com esse grave do beat
Ela encaixa
Com o cavaco e o pandeiro
Ela encaixa
Quando essa bunda
Começa a jogar
Perfeitamente
Ela encaixa
Óbvio, cada letra em rap é um código sórdido
Psicografado som sólido, súbito
Sou problemático, um pouco ciumento
Mas você sabe que eu sou foda na cama
Por isso que me ama
Vai com o bumbum, tam tam
Vem com o bumbum, tam tam tam”

Trecho de letras de músicas listadas como as 20 mais tocadas no Brasil segundo aplicativo de streaming.
O que dizer?

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5 coisas que eu gostaria de dizer às pessoas que pensam em suicídio – PapodeHomem

via 5 coisas que eu gostaria de dizer às pessoas que pensam em suicídio – PapodeHomem

setembro_amareloDe maneira simples, um tema polêmico. Gostei e resolvi compartilhar.

Força estranha

Eu vi um menino correndo, mas não vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino.
Atrás dele, outros garotos que buscavam ofendê-lo, agredi-lo, espanca-lo. Ou foi somente uma queda? Da dúvida, a certeza: morte.
Bullying surgiu como a palavra da vez, mas os assédios morais ou físicos sempre existiram. Culpa de uma mídia que impõe padrões de beleza ou comportamento, da falta de educação e respeito dentro de casa ou o quê?
São várias correntes para explicar a maldade e o prazer de humilhar ou “brincar”, como alguns insistem em justificar.
O fato é que ninguém está a salvo e, quase sempre, os culpados acham que a impunidade os protegerá. E parece isso mesmo.
Uma justiça que funciona com mandos e desmandos, leis obsoletas e legisladores preocupados com eles mesmos é que causam essa sensação.
Longe, na cidade olímpica e maravilhosa, outra queda. Dois irmãos mortos. A mãe foi morta esfaqueada e o pai também jogou o corpo da sacada. Tudo por conta, supostamente, da dificuldade financeira enfrentada.
Em outro canto, outro menino morre. Desta vez, ao tomar achocolatado envenenado. O responsável tentava se vingar de alguém que o roubara. Um será acusado de tentativa de homicídio, outro preso por furto. Furtaram mesmo foi a vida de uma criança.
Esse é o país que temos. Esse é o país que vivenciamos, pela segunda vez (ou terceira?), um presidente não terminar seu mandato e ser substituído pelo vice, em uma dita movimentação golpista.
Enquanto isso, a tal justiça decide suspender a Lei 13.290/2016, conhecida como Lei do Farol Baixo, que obrigava condutores de todo o país a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias. Falam em pouca sinalização.
Se a própria justiça fica nesse vai e vem, o que dizer de acordos articulados nos bastidores políticos e, até parece, com aval do próprio judiciário?
Mais uma lei que com certeza pode evitar acidentes e que fica nesse jogo de “tira e põe”.
Pra completar a bagunça em que vivemos (ou estado de calamidade/caos instalado), a surpresa na caixa de e-mails: ex-deputado responderá por exigir porcentagem (5%) de remuneração de servidores comissionados para o partido dele.
Comprova-se que, com certeza, estamos lascados.
news.jpgEis um resumo desta semana: Brasil, de fato, o país do já teve, já foi, sabe quem sou?, piadas prontas.
Meninos, meninas, estupro, violência, crise, golpe, morte.
O que nos mantém?
Seria essa a força estranha do brasileiro?
Como a frase de um jogo recém-lançado: “ache esperança na desolação”.

Chocolate “quase” amargo

Willy Wonka morreu. Na verdade, o ator que o imortalizou (melhor que Johnny Deep), Gene Wilder, sofria e ninguém sabia, de Alzheimer.

Com um jeito de tio querido, Wilder encantou milhares de crianças, jovens e adultos no clássico A Fantástica Fábrica de Chocolates, em que o pequeno Charlie e outras quatro pequeninhos (nem tanto) vão conhecer a fábrica que dá nome ao livro.

“O que você ganha vendo muita TV? Uma dor de cabeça e um Q. I. de três anos. Por que você não tenta simplesmente ler um livro? E olhe só o que vai acontecer: Você não terá, você não terá, você não terá, você não terá, você não terá comerciais!”, é cantado pelos pequenos Woompa Loompas, ajudantes do excêntrico dono da fábrica.

Nada mais atual. Na tevê, no mesmo dia, o país inteiro presencia outro momento histórico (na verdade, poucas pessoas assistem).

O julgamento de uma presidente acusada de “pedaladas” fiscais e, depois de democraticamente eleita, sairá como o primeiro chefe do executivo federal a perder o cargo num processo de impeachment.

Discursos longos, frases de efeito, acusações de conspirata, palavras em defesa e, finalmente, o gran finale parece chegar. Dificilmente haverá um plot twist (reviravolta característica em roteiros cinematográficos ou não).

Por último, o famoso casal de apresentadores globais anunciou a separação depois de 26 anos de união. Em tempos em que a informação está célere, um tuíte foi o estopim para memes e comentários em praticamente todas as rodas de conversa.

Como dito pela primeira mulher no comando do Planalto em seu discurso no penúltimo capítulo desse seriado político da vida real, “se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam”.

De tantos sabores amargos vividos num dia 29 de agosto (cinema, política, televisão) para fãs, partidários e cinéfilos, só um me acalenta: a certeza que a fábrica de chocolates seria o local perfeito para reencontrar a amiga que se foi fisicamente.

Há 11 anos comemorou seu aniversário sem saber que o futuro lhe aguardava um desfecho muito rápido, mas o suficiente para fazer valer cada dia vivido ao lado de amigos e parentes.

Com a partida dela, a vida perdeu um pouco do doce aroma e sabor do chocolate.

O resto é história. E fofoca. Ou alguém tem um bilhete dourado por aí?

O céu continua em festa

idolosAnos 70, 80 e 90. Michael Jackson, Roberto Bolaños (Chaves), Ayrton Senna. Não necessariamente nessa ordem. Três estilos, três ídolos, várias gerações.
Michael revolucionou o videoclipe. Bolaños fez humor sem apelação. Senna encantou uma geração.
O legado de Thriller está perpetuado na música pop e seu estilo inovador. O sucesso do criador de Chaves estará para sempre nas lembranças de muitos adultos que riram das situações do menino que morava no barril (ou do herói atrapalhado). Ayrton continua, através da fundação que leva seu nome, fazendo campeões e resgatando a cidadania de crianças, jovens e adultos.
A música de Jackson chamada Man in the mirror tem um trecho que diz “Eu vejo as crianças nas ruas sem o suficiente para comer, quem sou eu para estar cego fingindo não perceber suas necessidades”. Essa criança poderia ser o “Chaves do oito”.
Uma tradução da música do seriado Chaves poderia ser trocada para “Lá vem o Senna, Senna, Senna. Todos atentos olhando pra TV”.
Michael foi o rei do pop. Senna, um ás das pistas. O primeiro foi querido no mundo inteiro. Senna, reconhecido mundo afora.
Bolaños, esse velho menino, talvez não tivesse a noção do que representou. Foi o rei do riso e o ás de várias sessões reprisadas.
Vi os três partirem. A mídia mostrou. O que ela não conseguirá jamais é mostrar que o céu continua em festa.
E em minha mente, a famosa trilha das vitórias de Senna toca agora por receber os personagens de Bolaños.

Uma ideia nunca morre

Resolvi esperar a decisão do terceiro lugar para terminar esse texto, começado depois da partida entre Brasil e Chile, decidida nos pênaltis.
Alguém me perguntou porque se chorava tanto naquela decisão, assim como milhares de brasileiros país afora. Eu fui piegas também e quase deixei as lágrimas escorrerem enquanto parecia ouvir “sou brasileiro, com muito orgulho”. Era um ato de amor à pátria. A mesma que fiz questão em não servir quando do serviço militar obrigatório.
Li recentemente um texto que me fez refletir bastante sobre esse assunto: patriotismo. Lógico que não vou discorrer sobre o mesmo tema e sob o mesmo prisma.
Ri bastante do que vi nas redes sociais, com postagens e montagens em relação à seleção brasileira de futebol. Compartilhei e até criei algumas também. Na mesma hora em que alguém chorava ou ria pela “humilhação histórica” da “canarinho”, tantos outros choravam de fome ou pela morte de alguém querido, seja pela violência desenfreada ou por doença. Outros riam em suas mansões embalados por músicas de letras estúpidas, embalados pelas bebidas alcoólicas e, quem sabe, outras drogas.
O futebol, como tantos outros espetáculos, visa a arrecadação, admiração, ostentação (ou não). A Copa do Mundo, desde quando foi anunciada que seria no país com uma “linda” história esportiva na categoria, foi criticada. Então, futebol também é crítica.
Em junho do ano passado, milhares de brasileiros foram às ruas cobrar mudanças políticas e sociais e não somente “tarifa” mais em conta no transporte urbano. Passados aqueles dias de turbulência pacífica e, também, vandalismos, chegou o grande dia.
De novo, mais reclamações. Abertura sem pompa e hospitais sem medicamentos ou médicos. Faltou animação assim como falta educação de qualidade em milhares de municípios. Mas as duas últimas observações não vemos com tanta veemência na internet. Nas ruas, só em casos esporádicos. Como a própria copa, realizada a cada quatro anos. Período que nos remete à mudança do poder executivo federal.
Procurar explicações sobre a atuação de 23 jogadores e uma comissão técnica é como procurar agulha em um palheiro. O trabalho continua de qualquer jeito. Para mim, para eles, para você. As vitórias passadas são esquecidas na mesma velocidade em que se ignora a existência de pessoas necessitadas, atropeladas, violentadas, ensanguentadas. Crianças, jovens, adultos, homens, mulheres, do Acre ao Rio Grande do Sul.
Ficamos em um amor ufanista tão embasbacado por uma camisa amarela que não sentimos o mesmo amor fraterno por quem sofre diariamente a dura realidade da vida de quem não é jogador de futebol ou outra celebridade.
Torci sim pelo Brasil, aquele em que algumas pessoas escolhem outras para representar toda uma nação em um torneio milionário, de obras faraônicas e superfaturadas. Não só aqui, mas também na África, Alemanha e por quê não, na Rússia?
Somos o quarto lugar de uma disputa em que 32 países escolheram seus representantes, quase que “guerreiros” que satisfazem a alma ou o orgulho de uma nação que, nem sempre, não olha para si mesmo.
A publicidade tentou imortalizar um jargão em que se pedia que os jogadores jogassem para as crianças, mas não lembra de que as crianças precisam mais que um título de futebol. A alegria momentânea da conquista do primeiro lugar é rapidamente substituída por um presente.
Fatores psicológicos e, de novo, socioeconômicos, resultam em frustração ou contentamento. Quando tivermos a sensibilidade – me disseram que ninguém conscientiza ninguém – de entender que a vida segue em frente, de que o saldo diminui ou aumenta proporcionalmente ao seu suor no trabalho ou comemorações festivas, de que cada um de nós somos campeões em nosso dia-a-dia, entenderemos que vale mais chorar por estar vivo, com todos os defeitos, imperfeições, falhas e erros. Que mais compensa saber que somos únicos, queridos por quem nos é próximo ou não, que somos todos responsáveis por nossos atos.
Creio que tudo isso coloca em xeque chorar por placares elásticos ou esperar por mais quatro anos. A hora é agora e não depois que a bola passar, alguém levantar um troféu ou as luzes se apagarem. Sem pieguice.
Se nos faltam melhorias na saúde e educação e sobra corrupção em tantos setores, vamos começar a olhar para dentro de si e não para dentro de quatro linhas.
Os verdadeiros campeões são aqueles que lutam pelo que acreditam e não pelo que recebem. Uma ideia, ouvi em um filme, nunca morre.
Bola pra frente, Brasil!

Shopping para quê?

i113309Dando sequência aos textos que nos remetem à época escolar, segue mais uma questão de prova.
Imagine um local em que você pode comprar meias, sapatos, calças e camisas.
Se está indo para um passeio ou acampar em uma praia, você também encontrará redes, lanternas e outros apetrechos. Se preferir ficar em casa, que tal alguns filmes ou ouvir música?
Se curte tecnologia, aparelhos de som, celulares e mídias graváveis (pen driver).
Bateu a fome? Pastel, sucos, churrasco, sanduíches, sorvetes e diversas guloseimas.
Agora pense em um local onde você encontra tudo isso, sem ter que andar muito e, com base nos itens abaixo:
I – Shopping center;
II – Ruas 10 de Novembro e Sete de Setembro;
III – Djalma Dutra;
IV – Ainda não existe esse lugar, pois o shopping e a galeria não foram inaugurados;
Assinale qual a opção possui os itens corretos:
a) II e III
b) I
c) I, II e III
d) IV
Resolução: A prefeitura de Altamira bem que tentou coibir o comércio informal da maneira que era, mas a justiça determinou que os ambulantes só seriam retirados se houvesse um espaço adequado. Enquanto isso, cada dia novas pessoas diminuem os espaços das calçadas, em frente às lojas, obrigando o pedestre a andar quase no meio da rua.

Conexões: de militar empresário ao bar sofisticado

MILITAR ALEMÃO

vonzepellinFerdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin foi um nobre e militar, general alemão, fundador da companhia dirigível Zeppelin.
O Zeppelin, é um tipo de aeronave rígida, mais especificamente um dirigível. Depois do grande sucesso do projeto do Zeppelin, a palavra zeppelin passou a ser usada para designar todos os dirigíveis rígidos.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Graf-Zeppelin-draws-a-crowdDurante a Primeira Guerra Mundial os militares alemães fizeram uso extensivo dos Zeppelin como bombardeiros e para observação, matando mais de 500 pessoas em bombardeios na Grã-Bretanha.

PAI DO SANDUÍCHE

montagu_550Foi na Grã-Bretanha que nasceu John Montagu (1718-1792), que viajou pelo mundo inteiro e ostentou diversos títulos importantes, como o de Primeiro Lord do Almirantado da Marinha Real Britânica e o de Secretário de Estado. A Montagu é atribuída a invenção do sanduíche.

DO LANCHE À GUERRA

fa_487_pearlharbor42_9708Montagu foi o 4º Conde de Sandwich (agora Havaí), atacada em Pearl Harbor, durante a 2º Guerra Mundial, pelo Japão.

HERÓI VIRTUAL

Marthdlc_imgLá do outro lado do mundo, foi lançado o jogo Fire Emblem, que tinha como protagonista o personagem Marth, mesmo nome do empreendedor dono de um estabelecimento temático e agradável, em Altamira, onde você pode comer sanduíches deliciosos, como o Led Zeppelin.

INFLUÊNCIA NO HEAVY METAL

classic-led-zeppelin-wallpaper-with-jimmy-page-in-frontFormada em Londres, em 1968, com o seu som pesado de guitarra, e o som de blues rock de seus dois primeiros álbuns, a banda é frequentemente reconhecida como um dos progenitores do heavy metal. Um dos show da banda precisou ser interrompido em Nuremberg, quando um integrante teve um colapso em um palco.

DE MILITAR AO BAR

vonzepellinNuremberg fica na Alemanha, onde nasceu Ferdinand von Zeppelin, cujo sobrenome foi escolhido para um bar em Altamira, no sudoeste do Pará.

BAR ALTAMIRENSE

10390080_834234923271395_2347639986596572987_nÉ no Zeppelin que você encontra o melhor em atendimento na cidade, saboreia excelentes pratos da culinária de “Boteco” e curte só a nata da música brasileira e internacional.
Fotos e informações: Google, Wikipedia e Marth Uchôa
Texto: Edvaldo Leite (edeleite.wordpress.com)

Sabe de nada, inocente.

Ser “ordinária” é palavrão? É o quê?
Tanta coisa desrespeitando as mulheres. As músicas que milhares de jovens cantam diariamente, então, nem se fale. “Sobe o vestidinho”, “tá doida, é?”, “arrocha que ela gosta” e por aí vai, são exemplos, mas a palavra “ordinária”, não pode.
Exploração dos corpos femininos em programas de auditório ou reality show… ah, isso pode!
Enquanto a criatividade e o comércio online forem podadas desse jeito (afinal, são quatro produtos vendidos por minuto), tem gente que realmente não sabe de nada. Tudo inocente. Ordinários!
625_315_1401314903conar_tira_ar_comercial_compadre_washigtonMotivo do texto? Conar considerou o anúncio “desrespeitoso” para as mulheres, após a reclamação de cerca de 50 pessoas que se sentiram ofendidas com o bordão.
Para constar, o Houaiss possui as seguintes acepções:
 adjetivo
1 conforme ao costume, à ordem normal; comum
Ex.: fatos o.
2 que se repete regularmente, ou se faz presente a todo instante
Exs.: o médico fazia visitas o. aos pacientes
respondeu-me com seu o. mau humor
3 sem brilho, sem destaque; medíocre
Ex.: espírito o.
4 de pouca ou má qualidade; inferior
Ex.: tecido o.
5 Derivação: por metáfora.
de fraco valor moral ou intelectual; mesquinho, reles
Ex.: sentimentos o.
6 Derivação: por metáfora.
que tem ou denota má educação ou falta de caráter
Exs.: atitudes o.
aquele sujeito o. enganou-me anos a fio
7 Derivação: por metáfora.
indecente, obsceno

 substantivo masculino
8 o que é comum, frequente
9 indivíduo grosseiro, indecente, ou de má índole, mau-caráter
Ex.: aquele o. não ousará comparecer à festa
10 Rubrica: termo eclesiástico.
qualquer superior eclesiástico
11 Rubrica: música.
composição, em compasso binário simples, destinada à marcha regular das tropas

Ordinária
 substantivo feminino
1 tença, gratificação, esp. prestação ou pensão alimentícia, a que se compromete certa pessoa ou instituição com alguém, fornecida regularmente a cada mês, trimestre, semestre ou ano, podendo constar de certa importância ou determinada porção de gêneros
2 despesa, gasto periódico, diário, mensal ou anual

Realmente, o que é comum é ouvir trechos de músicas indecentes ou medíocres, como certos políticos ou artistas ordinários.

Como nossos pais?

Foto: ‏Reprodução/Twitter
Foto: ‏Reprodução/Twitter

A imprudência de um irresponsável em segurar uma criança (próprio filho?) do lado de fora em uma praia paraense demonstra o nível de educação que temos e que está sendo difundido pela mídia, inclusive, pelos “novos cantores”.
Uma prova? “Quando ela bebe, ela fica louca (…) a gata endoidou e deu uma empinadinha em mim (…) arrocha nela, arrocha (…) 10% de ‘energético’, 10% de água de coco, 80% de whisky (…)”, são exemplos de o quanto está se valorizando educar com consciência. Os clipes musicais são de igual qualidade. Mulheres vestidas com roupas curtas, como biquínis; carros importados e bebidas alcoólicas. É a valorização da ostentação, que passa longe de milhares de jovens que repetem os refrãos que acabam grudando, como chiclete. Mais do que isso. Ninguém percebe a desvalorização da mulher, do homem e seu lepo-lepo. É rir de si próprio, do ser humano e de ser humano.
A violência que assola e adentra em escolas e residências é fruto de quê?

Fonte: www.fetems.org.br
Foto: http://www.fetems.org.br

Recentemente, eu vi um antigo aluno ser preso acusado de tráfico. Como é difícil a educação no nosso país. Aluno preso, escolas arrombadas, professores acuados, pais desesperados. Hoje, um garoto simplesmente pegou a lata de refrigerante que tomava e jogou no meio da rua. Sem cerimônia, sem preocupação com nada.
A imprensa televisiva ou impressa ou “virtual” nos ajuda a entender essa banalização da vida. Aquelas conversas de que “fulano matou por causa de R$ 0,10” já não nos assusta. O jovem universitário que foi morto ao reagir por causa do celular não nos assusta. Nos revolta, é bem verdade. Mas não nos mete mais nenhum tipo de pudor ou mudança de postura. Se bem que o “gigante” que acordou ano passado… Bem, deixa pra lá.
Mas não é só a banalização da vida. A vontade de algumas dezenas em cheirar, tocar ou ver a morte de perto é grande também. No caso da jovem que foi atropelada e que ganhou uma ghost bike foi deprimente ouvir e ver gente pedindo para que se levantasse o pano que cobria o imóvel e gélido corpo que aguardava remoção. Aprendemos a nos acostumar com tanta desgraça que não nos damos conta que isso ajuda a audiência e a publicidade venderem mais. É a banalização da morte.
Se a popozuda virou pensadora, me aproprio de outro pensador: “O que é a vida? É o princípio da morte. O que é a morte? É o fim da vida. O que é a existência? É a continuidade do sangue. O que é o sangue? É a razão da existência”.
Além da vida promíscua e repetida em letras de caráter e qualidade duvidosos, vemos os próprios pais “lavarem as mãos” em muitas situações, vide o monstro (me recuso a chamá-lo de cidadão) lá na praia. Capaz de estar ouvindo uma dessas músicas-chicletes que ajudam a (des)valorizar as pessoas.
A mesma que ouvíamos como nossos pais, quando os chamávamos de caretas? Eu sou careta.