Viva a nova MPB! #sqn

maxresdefault.jpg“Fiz essa letra pra te incentivar
Mas se você mudar vai fazer falta
Se teu hobby é sentar, não vou te criticar, tá de parabéns (parabéns…)
Mas preciso de você pro role valer, então senta bem (senta bem…)
Oah!
Então sarra, então sarra a bunda no chão
Então sarra, então sarra o popozão
Meu Deus
Me fala quem colocou essa coisa no mundo
Foi planejada de um jeito que para com tudo
A circunferência perfeita que tem o poder
Na medida certa pra te enlouquecer
Ela encaixa
Com esse grave do beat
Ela encaixa
Com o cavaco e o pandeiro
Ela encaixa
Quando essa bunda
Começa a jogar
Perfeitamente
Ela encaixa
Óbvio, cada letra em rap é um código sórdido
Psicografado som sólido, súbito
Sou problemático, um pouco ciumento
Mas você sabe que eu sou foda na cama
Por isso que me ama
Vai com o bumbum, tam tam
Vem com o bumbum, tam tam tam”

Trecho de letras de músicas listadas como as 20 mais tocadas no Brasil segundo aplicativo de streaming.
O que dizer?

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Por que a gente é assim?

images.jpg“A capacidade de perdoar vai determinar a qualidade do resto da sua vida mais do que qualquer coisa”. Perdoo os que me fizeram mal. Na verdade, não me fizeram. Eu fiz a mim mesmo. Fica o registro.
“O fato é: cada um de nós é a soma dos momentos que já tivemos. E de todas as pessoas que já conhecemos. E são esses momentos que se tornam nossa história”. E a minha foi bem-vivida. E ainda é.
“Quando você pensa que conhece alguma coisa, você tem que olhar de outra forma. Mesmo que pareça bobo ou errado, você deve tentar.“
Seja erro de português (não que eu fale o português “bem-dizido”), seja futilidade (quase todas), seja por qualquer motivo…
Seja fotografia que eterniza um momento para quem a registrou ou foi registrado, seja letras de músicas que podem fazer sentido para alguns (para outros só uma melodia agradável), seja pela comida postada (ou nunca degustada)…
Hoje bateu uma sensação de que o Facebook é uma perda de tempo.
Narcisismo? Exibicionismo? Voyeurismo?
Não preciso de nenhum dos três.
Cansei.
“A coisa mais importante que você pode aprender é amar e ser amado em retribuição”. Amor fraterno, sem cobranças. Amor de amigos. Amor da família.
E se realmente for meu amigo (a), fica a frase: “Porque em cada pedaço de mim, sempre haverá um pedaço de você”.
“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só”.
“Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto”.
“Se for pra chorar pelo leite derramado, que seja leite condensado!”
Boa parte das frases acima, são de filmes. Com essa colcha de retalhos pra mim já deu.
Se precisar saber de alguém, vou ter o contato dessa pessoa.
Se ela precisa saber de mim, ela terá o meu.
Se ainda não tem, só pedir em mensagem privada. Até sexta-feira, me despeço de vocês.
“Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.”
Mais uma dose? É claro que eu estou a fim. A noite nunca tem fim. Por que a gente é assim?
Blog Perto Demais ou Whatsapp ou Twitter.

Meia-noite em Paris

4uah4p92u3ihnptzxsuqndumjHá um filme chamado Meia Noite em Paris em que o personagem principal admira e assume ser apaixonado pela década de 20. Lá, no passado, uma jovem de prenome Amanda e que seria uma das amantes de Picasso e outros pintores, afirma que admira e assume ser apaixonada pela virada do século, no período da Belle Époque. Ambos consideram cada uma dessas fases parisienses como a Era de Ouro do mundo.
A cidade-luz, que abriga romances, confusões, uma seleção de futebol que ficou engasgada para alguns brasileiros, Edith Piaf e tantos outros nomes, amanheceu em estado de emergência, choque, estática e extática.
O brilho da famosa torre que no Champ de Mars, na capital francesa, foi ofuscado pelos holofotes da mídia mundial sobre os atentados terroristas na noite da sexta-feira, 13.
A liberdade, igualdade e fraternidade foram perfuradas, explodidas, silenciadas e manchadas.
Por todo o globo, em várias cidades, monumentos foram iluminados como num gesto de apelo à paz, com as cores azul, branco e vermelho.
Como não se sensibilizar com a futilidade, covardia, “ultraje”, mesquinharia e sanguinária ação de oito frios assassinos em nome de um grupo maior?
Ernest Hemingway, que inclusive é retratado no filme de Woody Allen, escreveu em 1940, um romance chamado For whom the Bells tolls (Por quem os sinos dobram).
Em um trecho, que parece ter sido plagiado ainda ontem pelo presidente norte-americano Barack Obama, Hemingway diz que “quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade”.
Li reportagens e vi as cenas terríveis de tanta violência antes de ir ao encontro de um grupo de professores que iriam homenagear uma diretora escolar. Ao chegar, vi todos rindo, conversando. Católicos, evangélicos, partidos políticos diferentes, ideologias diferentes. Todos juntos. A intolerância, por mais que existisse ali, foi deixada de lado por um bem comum: a valorização da educação.
Que os valores ensinados nas escolas sejam diferentes das receitas ou instruções de como se armar ou atirar em alguém. Que sejam os mesmos dos ideais franceses e representados naquelas três cores.
Piaf, cantora francesa que ficou imortalizada com teu talento e voz inconfundível, e que, segundo um site cantava “claramente sua trágica história de vida”, gravou a música Ne me quitte pas (Não me deixes mais). Seria uma canção de separação escrita por um belga.
A letra, em uma das traduções, diz “Não me deixes mais. É necessário esquecer (…) Esquecer o tempo dos maus entendidos (…)”. E continua: “(…) Farei um reino onde o amor será rei, onde o amor será lei”.
Outra canção afirma que “mas é claro que o sol vai voltar amanhã”. Verdade. Afinal, passar a meia-noite em Paris, independente do ano, década ou período histórico, deve continuar tendo magia. Como no filme.

A morta fake e o Jornalismo digital

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Se confirmada, a trama a seguir é um dos casos mais bizarros da história do Jornalismo paraense, quiçá do Brasil. Rende algumas teses de doutorado para quem curte se debruçar em pós-pós-modernidade e redes sociais.

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O fato é que as pessoas estão completamente malucas. No dia 31 de julho, foi divulgado que uma moça de Belém, belíssima por sinal, foi morta em um assalto em São Paulo. A notícia foi divulgada no Diário Online (DOL) e até TV Record – no dia 1° de agosto a informação foi veiculada no Diário do Pará também. Óbvio que houve uma comoção nas redes sociais. Mas, estranhamente a notícia sumiu dos meios de comunicação.

No perfil da moça, não havia os tradicionais depoimentos com lamentos, orações e etc. O único vestígio da vida da vítima do terrível crime era um texto do namorado no próprio perfil dele, dizendo o quanto estava triste e que infelizmente…

Ver o post original 438 mais palavras

Para os amigos da imprensa regional

Para tirar zero em redação, muitos nem chegaram a escrever.
Tirar zero em redação não é algo que se consiga de um ano para outro. Isso é resultado de muitos anos de falta de leitura e falta curiosidade que aprimoram a ferramenta da comunicação, que é a língua, e o conteúdo dela, que é o conhecimento. Sem conteúdo, é o vazio. E com vazio não se faz um cidadão nem um país e muito menos uma redação. Quase 10% de nota zero e apenas 0,004% de nota máxima não são boas notícias.
Os empregadores no Brasil têm uma grande queixa: as pessoas não entendem as instruções e não conseguem se expressar com clareza. E a língua, que é uma das bases da nação tanto quanto o território, está virando um dialeto confuso em que dá bom dia a todos e todas. Chama a presidente de presidenta, com modismos horríveis como ‘vou estar fazendo’, ‘o governador ele disse’ e outras esquisitices.
Com falta de leitura, o vocabulário é limitado, e aí se usam palavras mais compridas para ter tempo de achar a palavra seguinte. Avião virou aeronave, fim de semana virou final de semana, vender é comercializar, oferecer virou disponibilizar, ver virou visualizar, crime é criminalidade, arma virou armamento.
E ainda se apoiam em muletas da língua: não se veste a camisa e não se calça o sapato, apenas se coloca. Passageiro, hóspede, paciente, frequentador, virou usuário. A nossa língua já é muito pouco conhecida no mundo, mas ser pouco conhecida no nosso próprio país isso nos emudece um pouco.
(Alexandre Garcia, jornalista)

Fonte: ‘Língua está virando um dialeto confuso’, comenta Alexandre Garcia

Herrar é umano! Zerar também!

Mais de meio milhão de nota zero no Enem 2014
Mais de meio milhão de nota zero no Enem 2014

“Gezuis, derrepente mim deu vontade de fala sobre augo que já mi encomoda faiz tempo mais não sei se é só com migo estariao ozoutros errados?”.
Sim, amigo leitor, isso é possível, principalmente se você tiver um pouquinho de paciência para procurar em comentários pelas mídias sociais. Daí buscar a origem de erros como esse ou “homenage”, “almentar” ou da troca constante de “mas” por “mais” e vice-versa é mais complicado. Ainda se escreve “fala” no lugar do infinitivo “falar”.
Ortografia à parte, o início de mais um ano letivo pode transformar essa realidade para pior ou não. Com o alto índice de nota zero na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a perspectiva para os jovens conseguirem se expressar não é nada boa.
O reflexo para isso se resume na afirmação de um ilustre professor: “não se lê mais”. Tudo agora são abreviações ou modismos/muletas da língua. O verbo colocar, por exemplo, ganhou fama e ninguém mais veste, calça ou larga as coisas.
Sem leitura, sem escrita. Assim, de que forma então incentivar quem há anos perdeu esse hábito e vai encarar o ensino médio com sua literatura, filosofia ou sociologia? Mais ainda, em que condições esse jovem chegará ao mercado de trabalho se ele escreve como fala. “Nós vai” ficar perdidos.
Se a educação é a base para tudo, o berço para um amanhã promissor, ela teria que possuir investimentos não só dos governos, mas dentro de casa. Não que os pais tenham que sair comprando gramáticas por aí, mas até mesmo os de livros de ficção, desses que se dividem em três ou quatro edições, ajudariam na produção textual.
A língua materna, aquele primeiro idioma que se aprende, padece cada vez mais. Quando menos de 1% dos candidatos conseguem tirar a nota máxima em uma avaliação nacional, algo comprovadamente está torto. Fica “difício” acreditar.
Da mesma maneira não dá para aceitar a figura – não a língua – materna justificar o ingresso de uma filha no ensino superior por descobrir um erro no processo seletivo e, após ser questionada, disparar para todos os lados que outros pais já pediram documentos fraudulentos ou com essa “brecha”, assim, com “ch”.
É a validação da incompetência de alguns somada ao despreparo de anos de ensino de má qualidade ou do que era lido.
Como avaliou o jornalista Alexandre Garcia, a língua portuguesa pode virar um dialeto confuso. “Infelismente”, só podemos aguardar um futuro tenebroso se não mudarem os costumes.
Que os bons livros e professores nos ajudem!

Uma ideia nunca morre

Resolvi esperar a decisão do terceiro lugar para terminar esse texto, começado depois da partida entre Brasil e Chile, decidida nos pênaltis.
Alguém me perguntou porque se chorava tanto naquela decisão, assim como milhares de brasileiros país afora. Eu fui piegas também e quase deixei as lágrimas escorrerem enquanto parecia ouvir “sou brasileiro, com muito orgulho”. Era um ato de amor à pátria. A mesma que fiz questão em não servir quando do serviço militar obrigatório.
Li recentemente um texto que me fez refletir bastante sobre esse assunto: patriotismo. Lógico que não vou discorrer sobre o mesmo tema e sob o mesmo prisma.
Ri bastante do que vi nas redes sociais, com postagens e montagens em relação à seleção brasileira de futebol. Compartilhei e até criei algumas também. Na mesma hora em que alguém chorava ou ria pela “humilhação histórica” da “canarinho”, tantos outros choravam de fome ou pela morte de alguém querido, seja pela violência desenfreada ou por doença. Outros riam em suas mansões embalados por músicas de letras estúpidas, embalados pelas bebidas alcoólicas e, quem sabe, outras drogas.
O futebol, como tantos outros espetáculos, visa a arrecadação, admiração, ostentação (ou não). A Copa do Mundo, desde quando foi anunciada que seria no país com uma “linda” história esportiva na categoria, foi criticada. Então, futebol também é crítica.
Em junho do ano passado, milhares de brasileiros foram às ruas cobrar mudanças políticas e sociais e não somente “tarifa” mais em conta no transporte urbano. Passados aqueles dias de turbulência pacífica e, também, vandalismos, chegou o grande dia.
De novo, mais reclamações. Abertura sem pompa e hospitais sem medicamentos ou médicos. Faltou animação assim como falta educação de qualidade em milhares de municípios. Mas as duas últimas observações não vemos com tanta veemência na internet. Nas ruas, só em casos esporádicos. Como a própria copa, realizada a cada quatro anos. Período que nos remete à mudança do poder executivo federal.
Procurar explicações sobre a atuação de 23 jogadores e uma comissão técnica é como procurar agulha em um palheiro. O trabalho continua de qualquer jeito. Para mim, para eles, para você. As vitórias passadas são esquecidas na mesma velocidade em que se ignora a existência de pessoas necessitadas, atropeladas, violentadas, ensanguentadas. Crianças, jovens, adultos, homens, mulheres, do Acre ao Rio Grande do Sul.
Ficamos em um amor ufanista tão embasbacado por uma camisa amarela que não sentimos o mesmo amor fraterno por quem sofre diariamente a dura realidade da vida de quem não é jogador de futebol ou outra celebridade.
Torci sim pelo Brasil, aquele em que algumas pessoas escolhem outras para representar toda uma nação em um torneio milionário, de obras faraônicas e superfaturadas. Não só aqui, mas também na África, Alemanha e por quê não, na Rússia?
Somos o quarto lugar de uma disputa em que 32 países escolheram seus representantes, quase que “guerreiros” que satisfazem a alma ou o orgulho de uma nação que, nem sempre, não olha para si mesmo.
A publicidade tentou imortalizar um jargão em que se pedia que os jogadores jogassem para as crianças, mas não lembra de que as crianças precisam mais que um título de futebol. A alegria momentânea da conquista do primeiro lugar é rapidamente substituída por um presente.
Fatores psicológicos e, de novo, socioeconômicos, resultam em frustração ou contentamento. Quando tivermos a sensibilidade – me disseram que ninguém conscientiza ninguém – de entender que a vida segue em frente, de que o saldo diminui ou aumenta proporcionalmente ao seu suor no trabalho ou comemorações festivas, de que cada um de nós somos campeões em nosso dia-a-dia, entenderemos que vale mais chorar por estar vivo, com todos os defeitos, imperfeições, falhas e erros. Que mais compensa saber que somos únicos, queridos por quem nos é próximo ou não, que somos todos responsáveis por nossos atos.
Creio que tudo isso coloca em xeque chorar por placares elásticos ou esperar por mais quatro anos. A hora é agora e não depois que a bola passar, alguém levantar um troféu ou as luzes se apagarem. Sem pieguice.
Se nos faltam melhorias na saúde e educação e sobra corrupção em tantos setores, vamos começar a olhar para dentro de si e não para dentro de quatro linhas.
Os verdadeiros campeões são aqueles que lutam pelo que acreditam e não pelo que recebem. Uma ideia, ouvi em um filme, nunca morre.
Bola pra frente, Brasil!

Belo Sun oferece treinamento aos moradores de Senador José Porfírio

Francilene Santiago
Foto: Jaime Souzza

Os moradores de comunidades do sul do município de Senador José Porfírio, no sudoeste paraense, ganharam uma nova oportunidade na busca da melhoria da qualidade de vida. A Belo Sun Mineração, empresa responsável pelo Projeto Volta Grande, de exploração de ouro naquela região, inaugurou no dia 29 de maio, o seu Centro de Treinamento. No local, serão oferecidas cerca de 1.400 vagas, em mais de 30 cursos, para qualificação profissional dos moradores do entorno do empreendimento minerário: Vila Ressaca, Ilha da Fazenda, Galo, Itatá e Gambá. A Belo Sun é uma empresa ligada ao grupo canadense Forbes & Manhattan.
Os cursos, que devem ter início este mês, integram o Programa de Educação e Capacitação (lançado pela Belo Sun também na manhã do dia 29 do mês passado), serão executados em parceira com a Federação das Indústrias do Pará (Fiepa)/Rede de Desenvolvimento de Fornecedores do Pará (Redes), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Serão investidos R$ 1,5 milhão no Programa, valor oficializado em março após a assinatura de um Termo de Cooperação entre a mineradora e as instituições envolvidas.
OPORTUNIDADES
Para a dona-de-casa Franciele Santiago, essa é a chance de se qualificar. “Aqui é uma região difícil e longe da cidade. Só teria oportunidade como essa se eu fosse morar na cidade”. A opinião dela é a mesma da universitária Maria Soares, que mora há 23 anos na Vila Ressaca. “Eu pretendo fazer todos os cursos que aparecer, afinal para se ter um bom emprego tem que ter estudo e qualificação”, avaliou a senhora de 44 anos. “Até a minha filha de dez anos tem vontade de fazer o de inclusão social”, brincou.
Para quem esteve por muito tempo trabalhando de maneira irregular e cheia de riscos oferecidos pelo garimpo, a oportunidade de transformação na qualidade de vida chegou. “Para mim não existe nenhuma possibilidade de voltar para o garimpo. Antes do empreendimento, o que a gente pensava era que tudo iria parar porque aconteciam muitos acidentes”, disse Milton Reis, hoje auxiliar de campo na empresa de mineração.
“O centro de treinamento é um instrumento para alavancar o desenvolvimento da região e possibilitar a melhoria da qualidade de vida das comunidades, sobretudo pelas oportunidades de emprego e renda a serem gerados”, declarou Cláudio Lyra, gerente geral da Belo Sun. A grade curricular foi pensada após o diagnóstico que identificou características da região, como o trabalho informal, ausência de políticas públicas do Estado, baixa escolaridade e o anseio das pessoas pelo resgate da cidadania.
OPINIÕES
A consultora do Sebrae, Taciane Fanchiotti, ressaltou que serão realizadas oficinas de capacitação para os proprietários de pequenos comércios. “Eles saberão como trabalhar, administrar, comprar e vender. O Sebrae trabalhará a competitividade e fomentará o empreendedorismo”, garantiu. “A primeira etapa é para capacitar a comunidade com cursos de panificação, corte e costura, pedreiro, eletricista, ferreiro armador e mecânico de motocicleta”, afirmou João Vieira, diretor da entidade em Altamira.
“É muito interessante estarmos como parceiros em um projeto embrionário, mas que ganhará corpo e se tornará um empreendimento de oportunidades”, ressaltou Euripedes Amorim, consultor técnico da Redes.”É uma parceria que tem que ficar, muito porque se trata de desenvolvimento da região e, lógico, a população tem que ser beneficiada com isso”, avaliou Vanessa Anabelle, vice-prefeita de Senador José Porfírio. Um dos cursos do Programa será promovido por meio de convênio técnico firmado com o Senar. Está planejada a formação de alfabetizadores, que estarão atuando nas comunidades, a fim de diminuir os índices de analfalbetismo. De acordo com a Belo Sun, 80% dos moradores não são alfabetizados.

Santa inocência perdida, Batman!

ImagemMenores presos em postes. Adolescentes envolvidos em crimes. Crianças sendo jogadas de veículos em movimentos. Isso foi ontem.
Agora, prefeito, cargo máximo na administração pública municipal, acusado de pedofilia. E mais recentemente, professora flagrada fazendo sexo oral em jovem de 13 anos. Como diria o Robin (personagem de HQ), “santa perda da inocência”.
No Amazonas, o político já está preso desde o último sábado (8), após se entregar. Contra ele, acusações de abusar sexualmente de meninas, fora outros – pelo menos 70 – processos. Pra variar, morosidade judicial ou benefícios pelo cargo?
Atravessando o país no sentido longitudinal, uma docente aparece em vídeo publicado na internet com um menor. O garoto e o pai já prestaram depoimento. O que pode ser negado se ela foi pega com a “boca no trombone”? Agora ela está preocupada com a repercussão do caso e também já se apresentou à polícia.
Duas situações em que crianças aparecem como vítimas.
A espetacularização da mídia em torno do sexo parece contribuir com um cenário que, pra mim, parece ser cada vez mais agravante. Menores iniciando na vida sexual muito mais cedo. Músicas com duplo sentido incentivando meninas e meninos à prática sexual. Programas em que o que conta é mostrar os seios, fazer sexo sob o edredom e bebida alcoólica à vontade.
Não se tem mais pudor ao se falar sobre um assunto que já foi tabu e, hoje, está escancarado nas conversas escolares, televisivas e publicado em jornais.
Podem até me chamar de “careta”, mas com o passar do tempo, parece que realmente, a “santa inocência” está com os dias contados.

Internet: Marco Civil precisa de urgência em 2014, por Karina Pinto

Sem conhecimento sobre o direito de imagem e os limites da liberdade de imprensa (há limites sim, que incluem ética profissional), curiosos saem munidos de celulares com câmeras potentes e registram todo tipo de situações

Internet: Marco Civil precisa de urgência em 2014

Vendo as postagens de fim de ano nas redes sociais, me deparei com imagens chocantes, cenas de violação dos direitos humanos e de total desrespeito ao direito de imagem e resguardo da família. Pessoas vítimadas pela violência que se espalha como praga em lavoura, em todo o país, e vitimas da insanidade de pessoas que se enxergam como news reporters, através do jornalismo colaborativo, o open source.
Sem conhecimento sobre o direito de imagem e os limites da liberdade de imprensa (há limites sim, que incluem ética profissional), curiosos saem munidos de celulares com câmeras potentes e registram todo tipo de situações. Algumas colaboram com a produção jornalistica de veículos de imprensa de forma séria, outros, focam-se em qualquer tipo de fato, indo desde a vida pessoal, com flagrantes indiscretos, até a imagem chocante de um corpo ensanguentado, ainda preservando o olhar de desespero do momento de sua morte.
Sem uma decisão enfática do governo brasileiro sobre o Marco Civil da internet, as telas de computadores e celulares conectados se transformaram em verdadeiras armadilhas. São fofocas, fotos reveladoras e indiscretas, imagens obscenas, e cenas desnecessárias da realidade cruel que assola o país. Sem controle de fato, a web está de portas abertas, sendo livre para qualquer pessoa, com qualquer idade. Não há limites para a criatividade e a vontade de mostrar serviço no open source, um prejuízo para o jornalismo, que parece se pautar cada vez mais pela violência, deixando de lado a informação, sua essência nata.
Perde também a rede mundial de computadores. Nessa batalha entre o que é notícias e o que pode ser noticiado, o espaço criado para aproximar, afasta quem precisa e respeita limites, e aproxima grupos cada vez mais interessados no submundo, onde o que importa é mostrar, doa a quem doer. Sem o marco civil, a internet caminha lentamente para um desgaste natural, onde o descontrole de usuários é o principal responsável. Mesmo com boa intenção, apesar de não se acreditar haver boa intenção em mostrar uma vitima ensanguentada, decapitada, news reporters ofuscam o verdadeiro jornalismo, ofendem usuários que buscam informação e entretenimento, e ferem direitos cruciais.
Em 2013 a justiça ordenou que a ferramenta de busca do Google bloqueie acesso a imagens de crianças ligadas ao tema pedofilia. Também em 2013, o Facebook foi orientado a bloquear imagens fortes que fizessem associação a crimes, como os vídeos que mostravam homens sendo decapitados em punição a crimes cometidos em um país na África. Quem caminha pelo mundo online, precisa saber, há sim punição para quem não respeita limites. Em dezembro de 2013, um jovem foi condenado a indenizar ma menina, depois de criar uma comunidade no Orkut para ofendê-la. A piada custou caro.
Ao mesmo tempo, Youtube e outros portais conhecidos sofreram ações semelhantes, mas apesar da “preocupação” da justiça, ainda não há uma legislação específica para punir e coibir crimes cibernéticos, dependendo ainda da justiça comum. O que não quer dizer que a impunidade seja a marca da internet. Como fotos e imagens ofensivas, ações penais se multiplicam ano a ano. Apesar disso, grande parte das vítimas ainda seguem desassistidas, como a jovem que cometeu suicídio após ter imagens íntimas propagadas na internet.
Quem pode pagar, como a atriz Carolina Dieckmann, se defende, e vê no interesse e conhecimento de seus advogados, que há sim punição para crimes cometidos na web. Quem não tem o mesmo “poder”, descobre pelo Facebook, que um membro da família foi assassinado, sem direito a um ombro amigo e com a imagem do olhar desesperado da vítima, em fotos para quem quiser e tiver estomago para ver.