Trânsito mata inocentes e culpados

acidente
Foto: Reprodução (G1)

Morte no trânsito. O título já foi usado inúmeras vezes por telejornais, jornais impressos e sites pela internet. Nunca escrito, mas quase sempre embutido nas entrelinhas, a imprudência é a responsável. Desta vez, três rapazes morreram após a capotagem de um veículo, em uma avenida bastante conhecida em Belém (PA). Uns disseram que teria sido após um “racha”, uma disputa tão babaca quanto praticar “roleta-russa”.
O trânsito brasileiro, a irresponsabilidade de condutores sem a mínima condição de dirigir, somado a uma legislação arcaica, contribui para que todos os dias e a qualquer hora, filhos e pais chorem a perda de seus filhos e pais.
Interessante ver que, mesmo sem conhecer as vítimas, outras pessoas se remoem, lamentam e se revoltam. É repugnante por sabermos que, muitas das vezes e como em tantos outros homicídios, os criminosos e assassinos responderão em liberdade e, quando muito, serão condenados e presos.
No caso em pauta, a jovem que já confessou, segundo a delegada, estar dirigindo sob o efeito de álcool. Ela não pensou nas consequências. Três mortos e uma foragida. Daria até nome de filme do Tarantino. O ruim é que não foi obra de ficção para três famílias arruinadas. Ou quatro, caso a jovem tenha a dela também.
Ainda de acordo com o que se viu e se leu, a delegada disse que ela poderá responder por homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar.
Seria uma comparação precisa se eu disser que, ao colocar latas em cima do muro de uma escola para treinar tiro ao alvo e, por um motivo qualquer, acertar uma criança, também irei responder por homicídio culposo?

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O sofá da Hebe

No dicionário, substantivo masculino que significa assento comprido, geralmente estofado e dotado de braços e encosto, para duas ou mais pessoas. Em casa, aquele que recebe o futuro genro ou nora; aquele onde, quem sabe, até um neto pode ser concebido. Pode ser chamado de cama auxiliar, para o homem que brigou com a mulher. No escritório, terror para estagiários(as) ou candidatos a um emprego. Na festa, o descanso para uma conversa ao pé do ouvido. Mas aquele sofá. Ah, aquele sofá nunca mais será o mesmo. Era um sofá que reunia famílias pelo Brasil. Um sofá que recebeu convidados do Brasil, do mundo. Um sofá que vai sentir falta dela. Assim também, os admiradores.