Tráfego liberado na Ladeira da Velha

Fonte: br230pa
Fonte: br230pa.com.br

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) finaliza os trabalhos na Ladeira mais famosa da BR-230, a Ladeira da Velha. Após o desembargo judicial, os serviços foram retomados em janeiro deste ano acrescentando algumas atividades não contempladas no projeto inicial. A intervenção já foi concluída na Ladeira da Velha, Velhinha e no Cantineiro. “Liberamos o tráfego na Ladeira da Velha, Velhinha e Cantineiro sem a pavimentação. É importante ressaltar que o trabalho foi muito bem encaminhado, visto que trabalhamos mesmo com as intensas chuvas. Os atrasos aconteceram porque atacamos os três pontos ao mesmo tempo, ou seja, todo o complexo que envolve a Ladeira da Velha, a Velhinha e o Cantineiro, com ênfase maior nos dois primeiros pontos considerados mais críticos”, ressaltou o coordenador da Unidade Local/Altamira do DNIT, Jairo Rabelo.
Com a conclusão das obras, o trecho foi liberado e os usuários da rodovia já trafegam pelo local com mais segurança, eliminando os grandes atoleiros que se formavam no período chuvoso dificultando a trafegabilidade. Para quem não conhece, a Ladeira da Velha fica na rodovia Transamazônica, Km 267, município de Pacajá/PA. Há vários anos o local trazia transtornos aos usuários da rodovia por tratar-se de uma ladeira de difícil acesso devido à acentuada inclinação, dificultando a passagem de veículos principalmente no período chuvoso, conhecido como inverno amazônico. O DNIT, por meio da Gestão Ambiental da BR- 230/422/PA acompanha todos os serviços realizados, observando questões socioambientais, como o atendimento das demais condicionantes ambientais da licença de instalação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), sempre procurando amenizar ao máximo os impactos.

Fonte: Tráfego liberado na Ladeira da Velha

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Como nossos pais?

Foto: ‏Reprodução/Twitter
Foto: ‏Reprodução/Twitter

A imprudência de um irresponsável em segurar uma criança (próprio filho?) do lado de fora em uma praia paraense demonstra o nível de educação que temos e que está sendo difundido pela mídia, inclusive, pelos “novos cantores”.
Uma prova? “Quando ela bebe, ela fica louca (…) a gata endoidou e deu uma empinadinha em mim (…) arrocha nela, arrocha (…) 10% de ‘energético’, 10% de água de coco, 80% de whisky (…)”, são exemplos de o quanto está se valorizando educar com consciência. Os clipes musicais são de igual qualidade. Mulheres vestidas com roupas curtas, como biquínis; carros importados e bebidas alcoólicas. É a valorização da ostentação, que passa longe de milhares de jovens que repetem os refrãos que acabam grudando, como chiclete. Mais do que isso. Ninguém percebe a desvalorização da mulher, do homem e seu lepo-lepo. É rir de si próprio, do ser humano e de ser humano.
A violência que assola e adentra em escolas e residências é fruto de quê?

Fonte: www.fetems.org.br
Foto: http://www.fetems.org.br

Recentemente, eu vi um antigo aluno ser preso acusado de tráfico. Como é difícil a educação no nosso país. Aluno preso, escolas arrombadas, professores acuados, pais desesperados. Hoje, um garoto simplesmente pegou a lata de refrigerante que tomava e jogou no meio da rua. Sem cerimônia, sem preocupação com nada.
A imprensa televisiva ou impressa ou “virtual” nos ajuda a entender essa banalização da vida. Aquelas conversas de que “fulano matou por causa de R$ 0,10” já não nos assusta. O jovem universitário que foi morto ao reagir por causa do celular não nos assusta. Nos revolta, é bem verdade. Mas não nos mete mais nenhum tipo de pudor ou mudança de postura. Se bem que o “gigante” que acordou ano passado… Bem, deixa pra lá.
Mas não é só a banalização da vida. A vontade de algumas dezenas em cheirar, tocar ou ver a morte de perto é grande também. No caso da jovem que foi atropelada e que ganhou uma ghost bike foi deprimente ouvir e ver gente pedindo para que se levantasse o pano que cobria o imóvel e gélido corpo que aguardava remoção. Aprendemos a nos acostumar com tanta desgraça que não nos damos conta que isso ajuda a audiência e a publicidade venderem mais. É a banalização da morte.
Se a popozuda virou pensadora, me aproprio de outro pensador: “O que é a vida? É o princípio da morte. O que é a morte? É o fim da vida. O que é a existência? É a continuidade do sangue. O que é o sangue? É a razão da existência”.
Além da vida promíscua e repetida em letras de caráter e qualidade duvidosos, vemos os próprios pais “lavarem as mãos” em muitas situações, vide o monstro (me recuso a chamá-lo de cidadão) lá na praia. Capaz de estar ouvindo uma dessas músicas-chicletes que ajudam a (des)valorizar as pessoas.
A mesma que ouvíamos como nossos pais, quando os chamávamos de caretas? Eu sou careta.

Nossas lindas praias. Lindas?

De um lado, calçadão, cerveja, farofa e brega. Do outro, carrões, cerveja, farofa e…. Tirando um ou outro item, não parece ter tanta diferença entre duas conhecidas praias do Estado.

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Formigueiro?

Se as tão “negativadas” praias de Outeiro (Caratateua) eram vistas como praias de farofeiro, de bandoleiro e de gente sem condições financeiras para aproveitar outros ares, o Atalaia, em Salinópolis, era a praia do empresário, de gente bonita e corpos “sarados”.

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Feirão de concessionária?

Lá na Praia do Amor, presumia-se que bandidos iam curtir o final de semana e feriados, lotando ônibus com criança chorando no colo, idosos em pé e gente mal educada com suas caixinhas de som. Vemos isso.

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“Praia de rio”

Na paradisíaca praia banhada pelo Atlântico, presumia-se moças com trajes mínimos, garotões vendo quem é o mais forte e quem tem o melhor som automotivo. Vemos isso.

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“Praia de mar”

Dois cenários bem distintos. Ou não? Pressupõe-se que quem é mais abastado tem uma maior preocupação com segurança e boas maneiras. Isso é o que a mídia mostra, MAS alguns “abestados” conseguem manchar o que a natureza deixou de melhor: uma paisagem estonteante.
Se o lixo acumula em Outeiro, hoje não é diferente na praia situada a mais de 200 quilômetros da capital.
O que me surpreendeu – na verdade, nem tanto, já era esperado – foi o trágico fim de feriado prolongado que uma jovem e sua família tiveram. Ela perdeu parte da perna. Acidente de trânsito? Na areia?
O absurdo contraste entre os veículos e turistas (ou não) disputando vaga na areia é de amedrontar. E deu no que deu.
Pra completar, algo que já não causa tanto espanto, devido a banalização que vemos da vida. Um criminoso, acompanhando por um adolescente infrator, mata um casal de idosos que curtiam a “tranquilidade” do lar.
Adolescentes infratores são diferentes de “filhinhos de papai” que acham que podem tudo em nome do sobrenome? Pais que liberam veículos para os filhos mostrarem que sabem conduzir (será?) são diferentes de pais que são surpreendidos pela prisão de filhos que não souberam educar?
Falta de educação, sujeira, violência, mortes. Outeiro e Atalaia. Conheço as duas. E, me perdoem quem discordar, ainda prefiro o calçadão e o “batidão” do “pisa, pisa, pisa na barata” (sim, eu gostava dessa música).

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Calçadão

Que Pará é esse?

Prezado Sr. Nicias Ribeiro,
Li seus artigos publicados, no jornal que mostra os “avanços” que o BRT trouxe e as grandes obras do governo estadual, tanto de quarta-feira passada (19) como o de hoje (26). Realmente, com tanta riqueza em detalhes, fico maravilhado em conhecer nosso Estado-continente e toda sua belezura. Sem esquecer do quanto foi feito pelo (sud)oeste paraense, onde tudo está “bem”. Parado?

Belém
Belém

Sou de Belém, a terra que muitos chamam de “já teve”, mas para mim é a do “lá tem”. Tem o cheiro do patchouli e do tucupi e o travor do jambu e bacuri.

Batista Campos/Centro
Batista Campos/Centro

Também tem a formosura das lindas morenas enquanto dançam o carimbo e o “melody”. Pena que poucos falem disso.

Orla de Altamira
Orla de Altamira

Há sete anos, saí da capital e vim, de avião, para Altamira. De cara, me apaixonei pela cidade e pelo rio Xingu. Em 2008, depois de tanto ouvir falar mal da BR-230, a “Transamargura”, a encarei, com minha família, numa longa viagem de 14 horas até Belém. No verão. Na poeira. Sabia que se fosse na época do inverno, a viagem seria mais longa. E é nesse ponto que gostaria de tocar.
Para muitos, a rodovia possibilita, hoje, a esperança de melhoria na qualidade de vida, a chegada de empreendimentos comerciais e o rápido escoamento da produção agropecuária e rural. Mas como dizem nas redes sociais: “só que não”. Pelo menos durante o inverno.

Placa em Breu Branco-PA
Placa em Breu Branco-PA

A abertura da rodovia na década de 70 trouxe expectativas e famílias para a região transamazônica. Não se sabia que demoraria tanto e tanto tempo para se ver o asfalto em um trecho de pouco mais de 300 quilômetros. Não vou nem falar na outra BR, a 422 (70 quilômetros), que, com certeza, não verá asfalto nessa década. Quiçá na próxima. Mas voltando ao trecho Novo Repartimento/Altamira, que o senhor definiu como “estradas relativamente boas e em grande parte pavimentadas”. O senhor transitou por elas esses dias?

Trecho N. Repartimento/Maracajá (35 km)
Trecho N. Repartimento/Maracajá (35 km)
Ladeira da "velha"
Ladeira da “velha”

Da cidade de Novo Repartimento até Pacajá, temos sim, asfalto novo e, aparentemente de qualidade. E o restante, como na ladeira da velha? A mesma situação entre Pacajá e Anapu, com asfalto, mas… em trechos. De Anapu até a “princesinha do Xingu”, como é conhecida Altamira, aí sim, temos asfalto. Graças à Belo Monte ou viria de qualquer jeito, pois já estava na hora?
Voltando ao roteiro com a precisão parecida de um GPS, o senhor lembra como era o trecho Moju/Tailândia? O senhor sempre viajou de carro nesse trecho ou, ainda, até Altamira? Faço a pergunta, pois recentemente, foi exibido as condições da estrada que liga Medicilândia até Uruará, em pouco mais de 90 quilômetros. O senhor viu?

Atoleiro na BR-230 (Foto: Cristiane Prado)

A longa fila que se faz lá não é diferente da que se faz aqui pertinho, próximo a Anapu. Passageiros descendo de ônibus, motoqueiros caindo na lama, caminhões com mercadorias se estragando. Isso é o que nós vemos no período de chuvas. No verão, é uma maravilha, com a poeira e visibilidade quase zero. Mas isso está acabando, não? Graças ao nosso governador. “Só que não”.

Rio Xingu
Rio Xingu

O senhor falou também de locais que eu gostei de conhecer algum tempo atrás. Vitória do Xingu, Senador José Porfírio e Porto de Moz. A sinuosidade da estrada até Vitória já vitimou dezenas de pessoas, bem como a própria BR-230. O asfalto feito na gestão da ex-governadora não aguentou e precisou ser refeito.
Senador é lindo e mais bonito ainda, com o milagre dos quelônios no Tabuleiro do Embaubal. Tem uma estrada estadual (PA-167), mas só com “pá” e outros itens para se conseguir chegar. Porto de Moz? Lindas praias e povo acolhedor. Como todo o povo paraense, sabe bem o senhor.
Não estou criticando os textos. Poxa, quem não conhecer a cachoeira e a caverna aqui pertinho, no Brasil Novo, está perdendo um cenário lindíssimo. Quem não gostar de comer um tucunaré aqui em Altamira não sabe o que é saborear um peixe delicioso, como o caratinga, a “cara” de Souzel e Porto de Moz.
Medicilândia tem a fábrica de chocolate, mas o jornal em que o senhor escreve colocou uma nota dizendo que a primeira fábrica de chocolate do Norte será na bucólica ilha de Mosqueiro, em Belém. Chamamos isso de “barrigada”.
Voltando para nossa região transamazônica, queria ver o senhor, nosso governador e os assessores, fazendo o roteiro que o senhor tão bem descreveu. Com fotos e vídeos, por favor, pois em tempo de internet, muita imagem fraudulenta anda rolando na teia mundial.

Travessia do Rio Xingu (Belo Monte)
Travessia do Rio Xingu (Belo Monte)

Aproveite e coma um peixinho frito lá na comunidade Belo Monte, que nunca acerto se é do Pontal ou não.
Faça isso enquanto espera a balsa que demora incríveis 10 a 15 minutos de travessia, pois ponte não existe ali.
Fica o convite.

UFPa + Enem = ?

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http://www.portal.ufpa.br/

A Universidade Federal do Pará mudou o processo seletivo para este. Vai usar só a nota do Enem. Ótimo. Para os alunos de grandes centros, com certeza. Ou não? Sem me preocupar com o enredo/eu-lírico/gênero – pra quê, se não são mais obrigatórias -, lembrei de algumas obras recomendadas no último vestibular.
Somos uma região de grandes distâncias, com um sistema educacional que… não precisamos entrar nesse mérito. A alegação que o aluno é que faz a escola e não o inverso é “ chover no molhado”. A disparidade entre a educação ofertada no ensino médio, principalmente nos grandes centros com suas tradicionais escolas particulares, nos faz pensar: que chance tem o pequeno I-Juca-Pirama de uma unidade escolar “lá longe, sumano”?
Logo, conceda, ó Virgem Maria, que mudanças como essa somem e não sumam com nossa rica literatura e o prazer imensurável que nossos jovens têm em ler nossos autores. Se atingida tal graça, pagarei promessa junto ao Carro dos Milagres.
Apesar de não vivermos mais em Navio Negreiro, não podemos esperar A queda dum anjo para auxiliar milhares de estudantes que sonham ingressar no ensino superior. Que o esforço de horas de lições em sala e fora dela não se transforme em Desilusão. O último Recenseamento tem o percentual da população que está em uma sala de aula “federal”.
Dizem que a universidade não terá gastos com a “artilharia de provas, deslocamentos etc”. Quem sabe, assim, sobre recursos para algumas reformas físicas/estruturais nos campi espalhados pelo Estado ou se consiga melhor remuneração aos professores e funcionários. Ou é “chover no molhado” (de novo).
Na Próxima Manhã, espero ouvir os versos da marchinha “alô, papai, alô, mamãe, põe a vitrola pra tocar, podem soltar foguetes, que eu passei no vestibular”. Caso contrário, só nos restará chorar O Pranto de Maria Parda…
Ainda bem que alguns livros continuam obrigatórios. Quais?

O Marajó que ninguém conhece (Karina Pinto – publicitária)

Marajo-camposAlém de ter índices que se aproximam do pior IDH do país, a Ilha do Marajó, apesar de bela, mística, encantadora e ótima opção para o turismo, tem outras particularidades que a prejudicam ainda mais. Sem investimentos em educação, a região sofre com a pouca instrução da população e proliferação de mal-intencionados políticos que visivelmente não almejam melhorias a não ser ao próprio bolso.
Um péssimo exemplo é o próprio índice de desenvolvimento humano (IDH), não há políticas públicas municipais de qualidade para a educação, saúde ou geração de emprego. Sem criatividade, gestores não apostam em profissionais qualificados nem em ideias renovadoras e baratas que poderiam transformar a região no polo turístico de maior atração do Estado. Continue Lendo “O Marajó que ninguém conhece (Karina Pinto – publicitária)”

Pará, o nosso e o da fantasia global

IMAG0027A “Vênus Platinada” valoriza e muito o Pará. Vejamos: em novela recentemente exibida, Altamira tem como transporte principal a carroça. Na que está sendo exibida atualmente, o Marajó é um lugar inatingível, onde as mulheres usam roupas folclóricas o tempo todo e a música principal é o carimbó. Uma personagem que tem as praias de rio, ao chegar em Copacabana, conhecido cartão postal, só falta enfartar. Um jornalista fica deslumbrado com um computador. Telefonia? Tá, em todo o Brasil é um problema, mas dizer que é via rádio a comunicação mais comum na ilha? Continue Lendo “Pará, o nosso e o da fantasia global”

Mães

MaeMaternidade, vocábulo que em nosso vernáculo significa estado, qualidade de mãe. Mãe, mulher que deu à luz, que cria ou criou um ou mais filhos. Pessoa que dispensa cuidados maternais, que protege, que dá assistência a quem precisa.
Esses verbetes são encontrados em qualquer dicionário. Mas como definir em sentimento o que é a maternidade? O que é ser mãe? Para cada criança, jovem ou adulto, essas palavras tem um significado próprio. Próprio como o dia de amanhã, dedicado à memória dessas mulheres. Mulheres que amam incondicionalmente suas crias. Ou não?
As manchetes dos jornais, em duas semanas, trataram desse tema: maternidade. Em uma cidade do sudoeste paraense, Uruará, uma jovem matou o próprio filho. Em outro título, uma mãe cobra do possível pai um dever nato a quem praticou o ato sexual, mas parece arrepender-se. Continue Lendo “Mães”