Belém 2016: como seria?

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DSCF9802 copiarHá quase sete anos, o Brasil celebrava o fato do Rio de Janeiro ser escolhida como sede para as Olimpíadas de 2016.
Agora com a data mais próxima, imaginemos muito hipoteticamente se tivesse sido Belém.
Agosto de 2016.
Inicia-se mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Verão, popularmente Olimpíadas.
Estádio Olímpico Mangueirão. Uma imensa cuia de tacacá já estaria no gramado, devidamente coberto e forrado com bastante patchouli, que inebriaria milhares de pessoas ansiosas pelo espetáculo.
De repente, um grupo sairia correndo por um túnel. Devidamente vestidos com as cores dos dois maiores clubes do Norte. E ensaiariam um confronto bem coreografado. A polícia viria e eles voltariam para o túnel. No telão, a palavra: LUTE!
Depois, um ponto de ônibus seria rapidamente montado. Dois ônibus entrariam e passariam direto por quem aguardava por eles. Algumas pessoas correriam e pulariam obstáculos como poças d’água, vendedores ambulantes e outras coisas. No telão: ACREDITE!
Lindas caboclas marajoaras desfilariam com roupas típicas e, de repente, do meio da cuia, emergiria Pinduca e um grupo de carimbó.
Enquanto todos dançavam na pista de atletismo, macacos, jacarés e onças (sim, onças) feitas em E.V.A. seriam carregadas por voluntários de um lado para o outro. E lá na tela: VIVENCIE!
De repente, tudo ficaria escuro (nem tudo, afinal, muitos não teriam sofrido com um arrastão ali próximo e ainda estariam com os celulares ligados). Silêncio no Mangueirão.
Suspensa por um guindaste (ou descendo de tirolesa), Gaby Amarantos surgiria com plumas, paetês e muito brilho pelo corpo. No campo tirariam a cuia e no lugar ficariam vários carros tunados e com o volume ao máximo, com adesivos e nomes de alguns municípios de Salinas, Mosqueiro e Altamira.
A diva (como a chamam) cantaria o sucesso Xirley e todos fariam o “treme”. Na tela de LED agora se leria: CURTA!
Após mais um show pirotécnico (o quinto!), Lia Sophia viria pra dar outro clima na festa e cantaria Belém, Pará, Brasil, o clássico do Mosaico de Ravena, numa versão bem intimista.
Alguns perguntariam por Ximbinha e Joelma, mas eles não toparam dividir o palco. A palavra a ser exibida é: RESPEITO!
Painéis com fotos do Ver-o-Peso, Praça do Relógio, Museu Emilio Goeldi e a Casa das 11 Janelas (essa teria uma tarja preta) também seriam exibidas. Em letras garrafais no telão: INESQUECÍVEL!
Voltariam para o palco montado (agora uma réplica da Concha lá da Praça Santuário), ao lado de duas enormes mangueiras, Pinduca e Gaby para cantarem com a Lia, todos vestindo roupas roxas (representando o açaí), a música “Vós sois o lírio mimoso”.
Com todos os refletores apontando para um canto específico, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré carregada pelo Machida (que nem cobraria desta vez). No telão o público veria a palavra EMOCÃO!
Para a entrada dos atletas, tudo desfeito (afinal, são milhares). Em um dos lados do campo, outro palco e nele Nelsinho Rodrigues, que ninguém havia citado, puxa e embala o sonho dourado com a música Gererê.
Em seguida, quando todos estivessem devidamente enfileirados, o cidadão que atirou a flecha e acertou a senhora no ônibus, subiria num palanque e, tal qual em Barcelona, a pira olímpica seria acesa.
Para anunciar que os jogos já estariam abertos, o prefeito de Belém não estaria presente, pois ficou preso num engarrafamento monstro que começava em São Brás e iria até a Augusto Montenegro. O BRT não estaria funcionando.
A seguir, vamos imaginar como seriam os jogos. Vale nos lembrarmos dos carros com os adesivos. Belém seria a sede, mas algumas modalidades ocorreriam nas cidades citadas.
Sugestões?

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A “linha vermelha”

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Uol Imagens

Na lápide lia-se “morto por passarela ao passar sob ou sobre ela”. Sabemos que não será esse o epitáfio, mas a inimaginável situação aconteceu, como praticamente todas as emissoras, jornais e sites passaram o dia de ontem comentando. A imprudência de um motorista de caçamba – que falava ao celular -, causou dor, espanto e revolta. A dor na vida dos familiares das cinco vítimas fatais não vai passar. O espanto como o do pai que viu o filho cair e de outros motoristas, que viram a trágica cena, vai ser lembrado por muito tempo. A revolta, ah, essa revolta não é de hoje e, temos certeza que ainda nos revoltaremos muitas outras vezes. Como tantos outros casos, uma sequência de erros culmina em fatídicas manchetes.
Somos o país em que a falta de fiscalização matou 242 pessoas dentro de boate; vitimou outras dezenas em acidentes aéreos, rodoviários e fluviais; levou centenas ao óbito, em descasos com a saúde pública; marginaliza adolescentes com falta de investimentos educacionais; tirou a vida de pais, mães, filhos; coloca criminosos para responder em liberdade.
No dia de anteontem (28/01), a “Linha Amarela”, no Rio de Janeiro, ficou tingida com o nome de outra via expressa carioca. Vermelha.

Viva o Brasil! Viver no Brasil?

downloadOpa! Descobriram o Brasil. Notícia corre o mundo. “Terra à vista”, teriam gritado… E lá se vão mais de 510 anos. Quanta coisa boa no país que era do pau-brasil.
Somos a terra do Carnaval, do futebol-arte (!?), da bossa nova, do Cristo Redentor, da floresta Amazônica, do Pantanal, da impunidade… Perdão? Eu disse impunidade? Quis dizer da violência sem punição. Opa! De novo? Ué, não somos o país que possui um código penal exemplar? O país onde com 16 anos o adolescente pode votar?
Não somos o país onde o governo dará a pílula do dia seguinte nos postos de saúde? A pílula está liberada, gente. Façam amor, mas não gerem filhos! Lembrei da música “pare de tomar a pílula porque ela não deixa o nosso filho nascer”… Até quando? Lecionei alguns anos para turmas de 6ª série. Tinha menina com 14 anos grávida. Na oitava série, tinha de 16 já esperando o segundo filho. E toma-lhe menino no mundo. Vendo um filme infantil, um personagem menor de idade diz “é culpa do sistema sermos malvados”… Será? E a família? E os políticos? E as leis? Continue Lendo “Viva o Brasil! Viver no Brasil?”