Ligou ou não ligou?

waiting-room-best-practices-670x300.jpgCedo. Fila. Você com dor na coluna aguardando ser chamada.
_ Bom dia! – diz a atendente.
_ Bom dia. Gostaria de fazer esse exame.
_ Senhora, temos que pedir autorização ao convênio. Caso seja autorizado, ligaremos para a senhora. – informa.
Espera-se a manhã toda. Dezesseis horas da tarde e nada. Você retorna ao local.
_ Oi, boa tarde. Queria saber se já foi autorizado meu exame porque até agora ninguém daqui me ligou.

Silêncio. Corre-corre. Abre-se uma gaveta. Você aguardando uma resposta.
Em seguida, meio que desconcertada, outra atendente responde sem lhe olhar.
_ A outra moça não autorizou.
_ Como assim? Ela não ligou?
_ Não, não autorizou.
_ Quem? O convênio?
_ Não, a moça.
_ Do convênio? Ou a daqui não ligou – esbraveja a já impaciente.
Mais silêncio.
_ Ela ligou ou não ligou? – questiona mais uma vez, indignada.
_ Senhora, ela não autorizou porque não daria pra fazer hoje.
_ Então nem ligou?
_ Minuto que vou ligar pedindo autorização.
_ Então agora vai dar pra fazer?
Alguns minutos depois…
_ Foi autorizado.
_ E posso fazer hoje?
_ Sim. A senhora já vai ser chamada.
Exame feito e resultado para a próxima semana.
_ “A f.d.p. não ligou. Só pode” – pensa a agora totalmente irritada paciente.

A cena quase que de comédia aconteceu agora pouco com minha esposa num conhecido espaço de diagnóstico por imagem aqui em Altamira.
Sabe a sensação de que a primeira atendente não ligou por esquecimento? Pois é. Estamos com ela até agora.
Infelizmente, a vergonha de assumir que uma colega de trabalho falhou foi maior e, talvez por isso, o comportamento vexatório e as desculpas sem fundamento das atendentes.
Típico em vários locais aqui na cidade. Despreparo de atendentes ou má gestão dos administradores?

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Viva o Brasil! Viver no Brasil?

downloadOpa! Descobriram o Brasil. Notícia corre o mundo. “Terra à vista”, teriam gritado… E lá se vão mais de 510 anos. Quanta coisa boa no país que era do pau-brasil.
Somos a terra do Carnaval, do futebol-arte (!?), da bossa nova, do Cristo Redentor, da floresta Amazônica, do Pantanal, da impunidade… Perdão? Eu disse impunidade? Quis dizer da violência sem punição. Opa! De novo? Ué, não somos o país que possui um código penal exemplar? O país onde com 16 anos o adolescente pode votar?
Não somos o país onde o governo dará a pílula do dia seguinte nos postos de saúde? A pílula está liberada, gente. Façam amor, mas não gerem filhos! Lembrei da música “pare de tomar a pílula porque ela não deixa o nosso filho nascer”… Até quando? Lecionei alguns anos para turmas de 6ª série. Tinha menina com 14 anos grávida. Na oitava série, tinha de 16 já esperando o segundo filho. E toma-lhe menino no mundo. Vendo um filme infantil, um personagem menor de idade diz “é culpa do sistema sermos malvados”… Será? E a família? E os políticos? E as leis? Continue Lendo “Viva o Brasil! Viver no Brasil?”

Campanha censurada?

373595_252726048112573_1620107120_nEnquanto se fala em mensalão e outras “mamadas na teta” do dinheiro público, uma campanha veiculada na TV e na internet contra o câncer de mama me chamou a atenção. Intitulada “Eu amo meus peitos”, a Sociedade Brasileira de Mastologia reforça a importância da conscientização sobre a doença no país, onde são esperados mais de 50 mil novos casos por ano. A atitude é louvável. Toda mulher deve fazer a autopalpação e exames médicos, como a mamografia. Mas o destaque para este texto é outro. O comercial da campanha tem um quê de censura. Ou não? Os seios, alvo da ação, estão cobertos ou por tarjas ou pelas mãos das participantes. Tudo bem que pelo horário não se deve chamar a atenção dos onanistas de plantão. Mas cobri-los, por quê? As ativistas da Femen – e agora com participação de brasileiras também – se espalham pelo mundo mostrando os ditos. Uma escritora e ex-garota de programa também protesta desse jeito, criticando os piratas dos direitos autorais. Continue Lendo “Campanha censurada?”