Força estranha

Eu vi um menino correndo, mas não vi o tempo brincando ao redor do caminho daquele menino.
Atrás dele, outros garotos que buscavam ofendê-lo, agredi-lo, espanca-lo. Ou foi somente uma queda? Da dúvida, a certeza: morte.
Bullying surgiu como a palavra da vez, mas os assédios morais ou físicos sempre existiram. Culpa de uma mídia que impõe padrões de beleza ou comportamento, da falta de educação e respeito dentro de casa ou o quê?
São várias correntes para explicar a maldade e o prazer de humilhar ou “brincar”, como alguns insistem em justificar.
O fato é que ninguém está a salvo e, quase sempre, os culpados acham que a impunidade os protegerá. E parece isso mesmo.
Uma justiça que funciona com mandos e desmandos, leis obsoletas e legisladores preocupados com eles mesmos é que causam essa sensação.
Longe, na cidade olímpica e maravilhosa, outra queda. Dois irmãos mortos. A mãe foi morta esfaqueada e o pai também jogou o corpo da sacada. Tudo por conta, supostamente, da dificuldade financeira enfrentada.
Em outro canto, outro menino morre. Desta vez, ao tomar achocolatado envenenado. O responsável tentava se vingar de alguém que o roubara. Um será acusado de tentativa de homicídio, outro preso por furto. Furtaram mesmo foi a vida de uma criança.
Esse é o país que temos. Esse é o país que vivenciamos, pela segunda vez (ou terceira?), um presidente não terminar seu mandato e ser substituído pelo vice, em uma dita movimentação golpista.
Enquanto isso, a tal justiça decide suspender a Lei 13.290/2016, conhecida como Lei do Farol Baixo, que obrigava condutores de todo o país a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias. Falam em pouca sinalização.
Se a própria justiça fica nesse vai e vem, o que dizer de acordos articulados nos bastidores políticos e, até parece, com aval do próprio judiciário?
Mais uma lei que com certeza pode evitar acidentes e que fica nesse jogo de “tira e põe”.
Pra completar a bagunça em que vivemos (ou estado de calamidade/caos instalado), a surpresa na caixa de e-mails: ex-deputado responderá por exigir porcentagem (5%) de remuneração de servidores comissionados para o partido dele.
Comprova-se que, com certeza, estamos lascados.
news.jpgEis um resumo desta semana: Brasil, de fato, o país do já teve, já foi, sabe quem sou?, piadas prontas.
Meninos, meninas, estupro, violência, crise, golpe, morte.
O que nos mantém?
Seria essa a força estranha do brasileiro?
Como a frase de um jogo recém-lançado: “ache esperança na desolação”.

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Violência em todos os cantos

 

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Onde se lê “ultrapasse”, leia-se “passe”. (Foto encontrada na internet)

“Eu quero presentear
A minha linda donzela
Não é prata nem é ouro
É uma coisa bem singela
Vou comprar uma faixa amarela
Bordada com o nome dela
E vou mandar pendurar
Na entrada da favela”*

 

Não teve faixa amarela.
Teve a linha vermelha. Lavada com sangue. Mais uma vez. Perto de favelas.
A linda donzela, médica por paixão, andaria numa carruagem blindada. Não deu tempo.
Bordada com o nome do marido, amigos e parentes, a faixa, que virou coroa de flores, ficou na lápide.
Não muito longe, um segurança do prefeito do RJ morreu pela falta de segurança na mesma via. Via que vai e vem trazendo todos os dias milhares que buscam praias.
E na Olimpíada? Só os deuses do Olimpo para proteger os visitantes e, principalmente, os moradores cariocas?
Enquanto isso, em pouco menos de 30 dias, três mortos em ações policiais nas ruas paulistas. As vítimas? Duas crianças, sendo que uma estaria supostamente armada, e um trabalhador que temia blitz por conta de multas que não foram pagas.
Em Altamira, diferente do RJ e sua linha vermelha, no bairro Laranjeiras duas mulheres encontradas despidas e covardemente assassinadas. Como disse um militante altamirense, duas anônimas e sem “posses”. Poucos choram suas mortes.
A violência está por todo lado.
Em Belém, justiceiro mata bandido e fere outro, adolescente, na Cidade Velha.
Em Minas, um adolescente de 14 anos, que assaltou uma farmácia, foi cercado por populares e apedrejado. Está internado com traumatismo craniano.
Não é de hoje que chegamos ao fundo do poço da bárbarie e, mesmo assim, as notícias ainda espantam.
Como diz um dos trechos da música, vou comprar uma faixa amarela…
Melhor comprarmos uma caixa de lenços brancos para chorar nossos mortos e à fragilidade de nossas leis.

*Faixa Amarela (Zeca Pagodinho/Jessé Pai/Luiz Carlos/Beto Gago)

Olhai por nós, Senhor!

Fonte: Facebook/Wilson Soares
Fonte: Facebook/Wilson Soares

Desde novembro do ano passado não escrevo.
Às vezes, a vontade vem e vai com a mesma intensidade. Seja por cansaço físico ou fadiga mental. Preguiça, talvez.
Só que hoje eu não poderia deixar em branco algo que deixou a cidade, que escolhi para viver, mais cinzenta e vermelha e seus moradores de luto.
É fato que há muito esse pedaço de chão, vendido como um dos maiores municípios do mundo em extensão territorial, sempre é noticiado na mídia estadual ou nacional.
Abertura da Rodovia que prometia integrar para não entregar, usina hidrelétrica e meninos emasculados foram pautas do passado.
Agora, elas dão espaço a desaparecimento do pequeno Natan, a morte sem solução da angelical Evelin, milhares de trabalhadores em busca de oportunidades melhores em uma grande obra, indígenas passando facão no rosto de engenheiro e bloqueando estradas, chacina após a morte de policial e, hoje, uma família assassinada covardemente.
Enredo para vários e vários livros biográficos, policiais, históricos ou de ficção, essa “princesinha” deixou de lado as “espinhas de peixe” nos telhados para deixar atravessada nas almas dos seus moradores, marcas incuráveis e que acabam exibidas ou publicadas na imprensa.
O gigante até acordou e esboçou uma reação alguns anos, mas assim como ele, certos políticos (ou todos?) voltaram a dormir e deixam de acompanhar o que acontece em seus quintais.
Se fosse dentro das casas deles, seria diferente?
Um amigo disse que uma pesquisadora comentou que não adianta aumentar o número de policias nas ruas, pois a origem do problema seria outra.
Difícil será explicar para os filhos da empresária e seu esposo que, ao lado do outro filho, foram brutalmente mortos, dentro da própria residência.
Fala-se em caminhadas pedindo paz, justiça e intervenção. Filme parecido com esse eu já acompanhei vários. Aqui ou em outras cidades. Qual o resultado?
Reportagens que parecem não chegar aos governantes e aos que fazem as “leis”.
Aqueles que viajam com dinheiro pago pelo povo, desviam erário público e um monte de outras coisas que nem daria tempo para citar, dormem tranquilos, com certeza.
Só que para quem perde um parente, um amigo ou mesmo um desconhecido, o embalo do sonho é acompanhado por uma quimera.
Fazia tempo que não escrevo. Colocar no papel ajuda a refletir, mas não haveria papel, tinta ou alguém com paciência suficiente para ler o que gostaria de falar com palavras redigidas.
Só posso resumir tudo em quatro palavras: Olhai por nós, Senhor!

Só nos restam canções de despedida

luta oficialUm universitário e uma criança.
No ônibus que o levaria para uma excursão, amigos o viram sucumbir diante de bandidos covardes que atiraram sem motivo aparente. O fisioterapeuta de amanhã, Lucas, teve a vida interrompida na madrugada.
Na festa de aniversário, coleguinhas viram criminosos trocarem tiros com um policial e a pequena Ana, de oito anos, sem culpa alguma, foi atingida e não resistiu. A incerteza profissional de uma menina ceifada durante uma comemoração.
Duas mortes e várias famílias abaladas.
O policiamento quando quer parece ser ostensivo, mas a segurança pública em Belém e no Estado parece viver de ostentação.
Já prenderam dois suspeitos do latrocínio do rapaz. Policiais ainda buscam os monstros que adentraram na comemoração infantil.
Esse é o futuro do país? Para quem cantamos parabéns?
O retrocesso animalesco do ser humano e o descaso das autoridades só nos permitem entoar canções de despedida e orar bastante à proteção divina. Só Ele para nos salvar e proteger.

Fonte: Vídeo teria flagrado invasão de bandidos a festa infantil no ParáEstudante de fisioterapia é morto durante assalto, em Belém

Lágrimas para todos os lados

(Foto: Facebook/Jean Rodrigues)
(Foto: Facebook/Jean Rodrigues)

De um lado, agricultores. Do outro, um médico.
Lá, latrocínio. Aqui, tudo aponta para homicídios dolosos.
Na mídia nacional, só se fala na redução da maioridade penal, pois o suposto autor do assassinato de Jaime Gold tem 16 anos e 15 passagens pela polícia, a primeira com 12 anos de idade.
Na local, busca-se o motorista que atropelou e matou Leidilene Machado e Daniel Dias, além de deixar um adolescente, de 13 anos, machucado.
A repercussão e mobilização no Rio de Janeiro não tem menos importância que a dos manifestantes aqui no Pará, mais precisamente na região transamazônica.
Se um foi morto em um lindo cartão-postal, aqui o que se pode falar da rodovia BR-230?
A estrada, construída há décadas, ainda padece na região Norte de infraestrutura para o fluxo de veículos que transitam diariamente com cargas e pessoas.
O governo carioca culpa a justiça por soltar menores depois da apreensão deles.
E aqui? Quem é o responsável que será indiciado ou que assuma a culpa pelo descaso com que se trata agricultores, pescadores, índios, enfim, toda a população que vive no Xingu e ao longo da estrada, mais conhecida como “Transamargura”?
No Brasil inteiro, chora-se pelos médicos, agricultores, menores, trabalhadores etc.
Mas a lágrima, salgada, que sempre irá rolar e não é absorvida pelos que fazem as leis, somente lava o sangue que mancha o chão onde caem os corpos. Seja no ponto turístico ou em um longínquo ponto dos grandes centros?
Até quando?

Fontes: Carro fura bloqueio, atropela pessoas e deixa vítimas na TransamazônicaAdolescente suspeito de esfaquear e matar ciclista na Lagoa é apreendido

Caminhada de protesto contra violência a crianças e adolescentes em Altamira

caminhada3Professores, servidores, pais, alunos, grupo de desbravadores e membros da sociedade civil organizada realizaram na última quarta-feira (4), uma caminhada pelas ruas ao redor da escola municipal José Edson Burlamaqui de Miranda, em Altamira, no sudoeste paraense.
O movimento é parte da campanha que cobra das autoridades locais a diminuição dos índices de violência. Em parceria com o Conselho Tutelar da cidade, mais de 200 pessoas saíram às ruas. “Nós pedimos das autoridades e da sociedade uma resposta. A violência aumentou após o empreendimento da usina de Belo Monte. Estamos de mãos atadas sem saber por onde começar”, desabafou a conselheira tutelar, Maria Socorro.
A titular do Conselho, Francinete Malcher, citou outros crimes na região de Altamira. O município ficou bastante conhecido no início da década de 90. “Não é o primeiro caso de desaparecimento. Vale lembrar os episódios dos emasculados”, explicou.
Para a professora de língua portuguesa, Alice Pinheiro, a escola tem que trabalhar o assunto em sala de aula. “Nós sabemos que a violência aumentou na cidade. A escola, ao longo do ano, desenvolve em todas as disciplinas, um diálogo contra essa violência que se instalou em nossa cidade”, assegurou.
“Os nossos pais tem medo de irmos para a escola e acontecer alguma coisa”, comentou a estudante do nono ano, Israelly Ingrid. “A gente fala para eles terem esse cuidado”, completou a professora Alice.
Com o misterioso desaparecimento de Natan Moreira da Costa, no dia 25 de setembro do ano passado, Luzimar Moreira, mãe do garoto, participou da mobilização. “Não vamos descansar enquanto não tivermos notícias. A gente não pode se calar diante de tanta injustiça”, afirmou.
Fonte: EMEF José Edson Burlamaqui de Miranda

Mizaru Kikazaru Iwazaru

“Olha a banana; ovo e uva boa; mulher bonita não paga, mas também não leva”. Todas essas e muitas outras frases que todo mundo já ouviu ao frequentar uma feira deviam fazer parte da rotina do Luiz Silva, vereador. Em seu terceiro mandato legislativo, o vereador foi encontrado morto, envolto em mistério para a família.
Se na feira, uma verdadeira torre de Babel com tanta gente gritando e comprando e visitando ao mesmo tempo, as notícias se espalhavam rapidamente, não se é tão diferente nas transmissões radiofônicas.
Em Altamira, a segunda cidade no interior do Estado a ter uma transmissão televisiva, o rádio, até então, era a principal fonte de notícias para o município. Um dos principais nomes era o de João Matogrosso, que com o programa Na Beira da Mata, acordava centenas de pessoas com sua voz marcante e informações policiais, do pronto-socorro e outros assuntos. Morreu no local que mais amava ficar.
Aberta na década de 70, a Transamazônica (BR-230), atraiu muita gente de fora. Baianos, paranaenses e cearenses vieram tentar a vida na cidade que prometia ser o polo da região. Essa cidade, acolhedora, ajudou o empresário Raimundo Neto, dono de uma loja de confecções e bastante querido pelos familiares e amigos. Neto faleceu em acidente trágico de carro.
Na feira, não se ouvirá mais a voz do vereador. No rádio, não se terá mais o locutor. No comércio, não se verá mais o empreendedor.
homenagem1Três homens trabalhadores, três histórias dedicadas à cidade, três ausências sentidas, três dias seguidos.
Descansem em paz! Que Deus conforte os corações dos que ficam.

Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram. (Jó 42,5)
Que possamos ver mais do que já ouvimos bastante.

Mudar é preciso

ImagemDentre tantos conceitos encontrados na internet, para a palavra jornalista, alguns comparam o profissional ao abutre. Não que eu concorde, até porque já senti na pele o que é ser jornalista, mas na semana passada, o grasnado não veio de quem portava um microfone ou uma câmera. A presa foi um jornalista e toda a liberdade de imprensa. O predador crocitante foi uma minoria que, através de uma “tática de ação direta, de corte anarquista (…) mascarados e vestidos de preto, para protestar em manifestações de rua”, assistiu extática um rojão acertá-lo.
Manifestar não é agredir, atacar ou assassinar. Se desta vez foi um repórter cinematográfico o atacado, em outras a polícia também atacou. Como uma conhecida comentou, são dois pesos, logo, seriam duas medidas?
O motivo dos protestos, o aumento das passagens municipais, com esse homicídio tomou outra proporção. Qual dimensão poderia ter para que o país mudasse, as leis fossem alteradas e a sociedade pudesse ser mais justa e igualitária?
Utopia? Pode até ser. Mas para a filha do profissional da comunicação, o trecho da música que diz “eu tantas vezes vi meu pai chegar cansado, mas aquilo era sagrado, um por um ele afagava” será ouvido num tom marcado pela melancolia e saudade. Pelo menos, o assobio abafará o grito. No silêncio de um quarto de hospital, como a mesmo escreveu, eram somente os dois, pai e filha, na despedida mais linda que ela poderia ter.

A “linha vermelha”

Imagem
Uol Imagens

Na lápide lia-se “morto por passarela ao passar sob ou sobre ela”. Sabemos que não será esse o epitáfio, mas a inimaginável situação aconteceu, como praticamente todas as emissoras, jornais e sites passaram o dia de ontem comentando. A imprudência de um motorista de caçamba – que falava ao celular -, causou dor, espanto e revolta. A dor na vida dos familiares das cinco vítimas fatais não vai passar. O espanto como o do pai que viu o filho cair e de outros motoristas, que viram a trágica cena, vai ser lembrado por muito tempo. A revolta, ah, essa revolta não é de hoje e, temos certeza que ainda nos revoltaremos muitas outras vezes. Como tantos outros casos, uma sequência de erros culmina em fatídicas manchetes.
Somos o país em que a falta de fiscalização matou 242 pessoas dentro de boate; vitimou outras dezenas em acidentes aéreos, rodoviários e fluviais; levou centenas ao óbito, em descasos com a saúde pública; marginaliza adolescentes com falta de investimentos educacionais; tirou a vida de pais, mães, filhos; coloca criminosos para responder em liberdade.
No dia de anteontem (28/01), a “Linha Amarela”, no Rio de Janeiro, ficou tingida com o nome de outra via expressa carioca. Vermelha.

Virgem de Nazaré, proteja nossas crianças

http://ministeriodeevangelismoinfantil.blogspot.com.br/Em Altamira, no sudoeste paraense, mataram mais um adolescente, mas velho conhecido na cidade e das autoridades policiais. O “sombra do demônio”, apelido que ganhou por praticar furtos e roubos à noite, foi alvejado com três tiros. Vingança de alguém que ele furtou? Rixa entre bandidos? Falta de oportunidades na vida? Família desestruturada? Ausência do Poder Judiciário? Omissão do conselho tutelar? A droga o consumiu e, por causa dela, morreu? São várias perguntas para o início e meio, porém, uma verdade prevalece: outros “sombras” já existem e hão de existir, emergindo das sombras de dia ou de noite. Nas redes sociais, alguns vibravam. Muitos falaram que é “menos um” para assustar mulheres e crianças na cidade. Outros questionavam o que cada um tem feito para mudar a triste realidade das crianças e adolescentes que vivem à margem dos bons valores sociais. Enquanto isso, a mídia continua a expor a fragilidade do “sistema”. Dias atrás, adolescentes fizeram reféns doze pessoas na capital do Estado. Em outro assalto, um com 14 anos e outro de 16 tentaram roubar uma loja de calçados, em Marituba. Seja na região metropolitana de Belém ou no interior, questionamos: até quando? A proximidade de três datas comemorativas parece cada vez mais ter ligação entre elas: Dia das Crianças (infância), Dia do Professor (educação) e, para os paraenses católicos, o Círio de Nazaré (religião). Assuntos exaustivamente discutidos em fóruns, artigos e veículos de comunicação. O ECA, a LDB e a Bíblia possuem algumas respostas, mas nem sempre são consultados. Alunos vivendo em clima de guerra e professores sendo desrespeitados. Cadê a figura do “mestre querido”? Com os dias 12, 13 e 15 se aproximando, o que nós temos feito? O que podemos esperar? Ó, Virgem, olhai por nós e atendei nossas preces. Que Nossa Senhora de Nazaré abençoe todos os professores e proteja nossas crianças. Amém.